Economia
Cliente aprova taxas de juros dos bancos
PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia Depois de ter trabalhado por anos em uma papelaria, Gelvan Oliveira decidiu que era a hora de abrir o seu próprio estabelecimento. A idéia principal do novo empreendedor era aumentar sua renda familiar. Decidido, há pouco mais de um mês, Oliveira foi ao Banco do Cidadão disposto a obter crédito para abrir seu primeiro negócio e deu certo. Lá o até então auxiliar de almoxarifado deu seu primeiro passo para se tornar empresário. ?Levantei empréstimo no banco para comprar dois computadores. Minha meta era oferecer acesso à Internet na minha papelaria porque eu sabia que isso iria atrair uma boa clientela?, diz Gelvan Oliveira, demonstrando sua visão estratégica. O pequena papelaria foi aberta no bairro do Jacintinho, situado na periferia de Maceió. Nela, Oliveira comercializa material escolar e de escritório e também oferece serviço de fotocópia. O estabelecimento dele fica próximo a uma série de colégios e outros estabelecimentos comerciais do bairro. Em breve, o novo empresário pretende também vender brinquedos na sua papelaria. Para comprar o estoque e alugar a máquina de fotocópia, sua mulher ? que é funcionária pública ? entrou no crédito consignado do Banco do Brasil para para levantar os R$ 2,3 mil que faltavam. As duas experiências de crédito logo levaram Gelvan Oliveira a comparar políticas de juros. ?No Banco do Brasil, nós levantamos essa quantia e dividimos em 24 parcelas de R$ 120, chegando a um total de R$ 2.880. Lá no Banco do Cidadão, foram R$ 1.500, divididos em 12 vezes de R$ 160, somando R$ 1.920?, pondera. INTERNET Mas, as parcelas de ambos os empréstimos estão longe de ser o maior obstáculos para os planos de crescimento de Gelvan Oliveira. ?Os dois empréstimos foram fáceis de levantar e a gente consegue se planejar para pagar direitinho. Todos os investimentos feitos na loja estão se pagando com tranqüilidade?, garante o empreendedor. O único entrave mesmo de Oliveira tem sido o acesso à Internet de banda larga ? que por razões técnicas não chega ao Jacintinho. ?Por isso estamos com os investimentos feitos nos computadores praticamente imobilizados. Por enquanto estamos oferecendo os trabalhos de digitação e fazemos currículos. Mas, se a Internet não vier até aqui, pretendo mudar de ponto comercial?, diz Gelvan Oliveira levando fé no negócio.