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Banco oferece cr�dito para abrir neg�cio

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PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia Após dois anos e meio de existência, o Banco do Cidadão vem aprimorando a sua atuação em Alagoas. Em um primeiro momento a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), criada com recursos da prefeitura de Maceió e do Governo do Estado, atingia apenas o público da capital alagoana concedendo crédito para os micro e pequenos empreendedores a juros baixos. Dessa forma, o banco ampliou a oferta de microcrédito local que é liderada atualmente pelo Banco do Nordeste e sua linha de crédito chamada Crediamigo. O segundo passo do Banco do Cidadão foi dado em setembro do ano passado quando novas unidades de negócios foram levadas ao interior, estendendo seu microcrédito também para o âmbito rural. Hoje, além do Banco do cidadão situado em Maceió ? onde se concentram 60% das operações de crédito da instituição ? há postos avançados de atendimento em Arapiraca, São Miguel dos Campos, União dos Palmares e Delmiro Gouveia. Mas, cresce a procura de prefeitos do interior interessados em levar a instituição para suas cidades. Há inclusive o projeto de se abrir uma nova agência do banco na capital. A terceira empreitada do Banco do Cidadão foi ainda mais ousada. No final de 2004, A Oscip resolveu conceder crédito para indivíduos que fazem parte da zona de risco social do Conjunto Habitacional Carminha, localizado na periferia de Maceió, para que eles investissem em micro negócios, garantindo renda para a comunidade. A quarta iniciativa do Banco do Cidadão visa também dar uma contribuição para o combate do desemprego no Estado. Há seis meses, a instituição de microcrédito tem cedido empréstimos para potenciais empreenddedores abrirem seus primeiros negócios. Resultado, desde então, 75 operações de crédito foram realizadas, em caráter experimental, totalizando um volume financeiro de R$ 34 mil. Riscos Vale ressaltar que cada uma das linhas de atuação do banco tem sua prórpia metodologia de trabalho que visa eliminar ao máximo os riscos, ou seja, o índice de inadimplência. Pois, embora tenha forte caráter social, o Banco do Cidadão não é uma instituição assistencialista. Um dos seus maiores objetivos é o de difundir a cultura empreendora. ?Ao invés de dar o peixe, ensinamos a pescar?, diz Pedro Verdino, presidente do Banco do Cidadão. ?Dessa forma, acreditamos ser possível o cidadão menos favorecido dar um passo importante rumo à sua emancipação financeira?, analisa. De acordo com Verdino, a difusão dessa cultura empreendedora não é uma tarefa muito simples. Muitos que procuram o banco confundem o papel da instituição buscando doações a fundo perdido. Mas, para prestar os esclarecimentos necessários Pedro Verdino conta hoje com uma equipe de 25 agentes de crédito que acompanham os clientes do Banco do Cidadão e dão orientação, levando também, aos interessados, uma nova cultura de crédito onde se obtém os recursos de acordo com a capacidade de endividamento. ### Nova linha de crédito tem metodologia diferente A nova linha de crédito para potenciais empreendedores tem particularidades na metodologia. A principal delas está na reflexão que os agentes de crédito do Banco do Cidadão impõem aos interessados no empréstimo. ?O cliente precisa preencher um formulário que ajuda a avaliar o potencial do negócio que ele pretende abrir?, explica Pedro Verdino, presidente do Banco do Cidadão. O formulário traz perguntas sobre o negócio em si: custos estimados, localização, âmbito de atuação, clientela, concorrência e rendimentos esperados. ?A cada questionamento, o próprio cliente é levado a considerar seus próprios riscos e responsabilidades?, afirma Verdino. ?Com o questionário, o agente de crédito exerce um papel fundamental no processo de concessão de crédito com responsabilidade. Pois cabe a ele firmar sempre os pés do cliente do chão?, frisa, mencionando que nesta linha de microcrédito os riscos são maiores porque tudo ainda é uma incógnita. ?No microcrédito convencional trabalhamos com pessoas que já são empreendedoras e têm uma experiência empresarial concreta. Assim, pelo próprio desempenho delas, analisamos sua capacidade de endividamento?, diz Verdino. E, apesar desta auto avaliação de crédito, o tempo de liberação de recursos não desaponta. Em no máximo 30 dias sai o empréstimo. Aval Moral Na nova linha de crédito, ficam mantidas algumas condições rotineiras do Banco do Cidadão. A intituição de microcrédito não cobra taxa de adesão, os juros são de até 4% e sobre, as operações de crédito, não incide a alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Aos bons pagadores há desconto de 18% na renovação de crédito. Os empréstimos podem ser obtidos com a ajuda de uma avalista ou pode ser por crédito solidário, formando-se grupos de conhecidos para retirar o empréstimo em conjunto. O diferencial, nesta linha de crédito está no chamado ?aval moral?. Por ele, alguém da comunidade pode atestar a confiabilidade do candidato ao crédito, sem necessariamente se tornar avalista dele. Essa flexibilidade pode até deixar os banqueiros convencionais apreensivos de cabelo em pé. Mas, segundo Verdino, o índice de inadimplência nesta linha de crédito é semelhante à do microcrédito convencional que é de 5%. E, no que depender da experiência acumulado nestes dois anos e meio, o Banco do Cidadão tem tudo para se manter no seu modelo auto sustentável. Afinal, já são mais de 7,5 mil operações de crédito realizadas, beneficiando cerca de 5 mil empreendedores alagoanos, totalizando R$ 5 milhões em empréstimos.|PM

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