Economia
Cota��o do petr�leo bate recorde
GLOBO ONLINE Os preços do petróleo subiram cerca de US$ 1 ontem, fechando perto dos US$ 61, diante das pressões do aumento da demanda mundial por energia e de preocupações com a política que será adotada pelo novo presidente do Irã. No ano, a alta do óleo americano já chega a 40,9%, enquanto a do Brent, negociado em Londres, está em 46,7%. Ao longo de 2004, a valorização do petróleo foi de 30%. Os contratos do U.S. Light com vencimento em agosto foram negociados a US$ 60,95 o barril, com alta de US$ 1,11, antes de encerrarem a sessão cotados a US$ 60,45, em alta de US$ 0,61. Contratos com vencimento em dezembro chegaram ao pico de US$ 62,35 o barril. Já o Brent fechou o dia cotado a US$ 59,23, com alta de US$0,87. ?O mercado está testando a alta para ver até onde o aumento da demanda se sustenta?, disse Naohiro Niimura, vice-presidente de produtos derivativos da divisão do banco japonês Mizuho Corporate. Segundo o presidente do Banco Central da Argentina, Martin Redrado, existe um consenso geral de que os preços do petróleo se manterão em níveis muito altos pelo menos durante os próximos dois ou três anos. ?A única solução para a alta de preços, na realidade, é a alta de preços?, disse Nauman Barakat a corretores da Refco em Nova York. Segundo ele, os preços até agora não influenciaram quase nada na demanda global. INCERTEZAS A vitória do ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad para a presidência do Irã também influenciou as cotações. Ahmadinejad prometeu varrer a corrupção do setor de petróleo do país e favorecer investidores domésticos. No entanto, analistas não esperam nenhuma grande alteração nas regras de produção. ?Não sabemos na prática o que Ahmadinejad quer dizer quando fala de sua política externa para o petróleo ou da participação do Irã na Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep). Provavelmente, teremos meses de incertezas pela frente que irão atrasar projetos de aumento da capacidade de produção?, disse o consultor iraniano Mehdi Varzi. Em função de restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos, o Irã ficou impedido de elevar sua capacidade de produção já que ainda tem uma política muito restritiva para investidores estrangeiros. ?Eu acho que a capacidade de produção do Irã já está caindo. Mas Ahmadinejad poderá tomar decisões que permitam o encorajamento de investimentos externos?, concluiu o consultor.