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Super�vit chega a R$ 6,3 bi em maio

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ENIO VIEIRA Globo Online O superávit primário do setor público (receitas menos despesas antes do pagamento de juros) em valores nominais de R$ 6,314 bilhões foi recorde para o mês de maio. De janeiro a maio, o superávit acumulado (R$ 50,326 bilhões) também é o maior da série histórica, iniciada em 1991 e é bem maior que os R$ 38,268 bilhões do período de janeiro a maio de 2004. Em doze meses, o superávit está em R$ 93,171 bilhões, o equivalente a 5,02% do Produto Interno Bruto (PIB) ? a meta é de 4,25%. Superávit primário é o quanto de receita a União, os estados, os municípios e as empresas estatais conseguem economizar, sem considerar os gastos com os juros da dívida. Ou seja, é preciso arrecadar mais do que se gasta. É com o que sobra dessa diferença, o chamado superávit primário, que o país consegue pagar mensalmente os juros da dívida. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, explicou ainda que a queda do superávit em relação a abril (R$ 16,335 bilhões) é normal porque no mês de maio há menos incidência de receita de impostos e mais transferências de royalties e preferências constitucionais para estados e municípios, além do aumento das despesas de custeio. gOVERNOS ESTADUAIS A maior contribuição para o superávit primário de maio veio dos governos estaduais, que participaram com R$ 2,441 bilhões, bem acima do R$ 1,690 bilhão de maio do ano passado. Em seguida veio a União, com R$ 2,204 bilhões, e as estatais, com R$ 1,357 bilhão. Em maio, o pagamento de juros da dívida atingiu R$ 13,711 bilhões. Como o superávit não foi suficiente para cobrir as despesas com juros, o setor público teve déficit nominal de R$ 7,397 bilhões. No ano, o déficit nominal está em R$ 14,568 bilhões. No mesmo mês, a dívida líquida do setor público subiu em reais, mas apresentou ligeira queda em percentual do Produto Interno Bruto (PIB), passando de R$ 956,677 bilhões, o equivalente a 50,4% do PIB, para R$ 957,570 bilhões, ou 50,3% do PIB.

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