Economia
Executivos da Parmalat s�o punidos
FOLHA ONLINE A Justiça italiana condenou a prisão ontem um advogado e 10 ex-executivos da Parmalat devido à fraude de 14 bilhões de euros que provocou o colapso da empresa. Entre os condenados está Fausto Tonna, um dos homens mais próximos do fundador da Parmalat, Calisto Tanzi, além de chefes financeiros, auditores e membros do conselho da empresa. O juiz Cesare Tacconi, de um tribunal de Milão, sentenciou as 11 pessoas a até dois anos e meio de prisão por crimes como fornecer informações falsas ao mercado e obstruir o trabalho de órgãos reguladores. Nenhum deles, entretanto, deve cumprir a pena em regime fechado. As leis italianas permitem que réus primários possam cumprir penas leves em liberdade ou aceitam acordos para penas alternativas, como a realização de trabalhos sociais. Outro julgamento que corre em um tribunal de Parma, onde há uma investigação mais profunda sobre o colapso da Parmalat em 2003, pode gerar punições menos brandas aos responsáveis pelo maior escândalo financeiro da Europa. Além disso, há outras ações sobre o mesmo caso em Milão. A Parmalat, uma das maiores empresas italianas, fraudou balanços e divulgou ao mercado que obtinha resultados melhores do que os reais. Quando a fraude foi descoberta, as ações da empresa perderam rapidamente valor, causando prejuízos aos acionistas e levando a empresa a uma série de dificuldades para pagar suas dívidas. Em maio, o fundador e ex-dono da Parmalat, Calisto Tanzi, pediu à Justiça italiana que aceite um acordo para reduzir sua pena em troca da cooperação no caso de fraude fiscal da empresa. A pena de Tanzi pode ser reduzida, caso o acordo seja aceito, a dois anos e meio, cerca de metade da pena por fraude financeira na Itália. Os promotores do caso, no entanto, disseram que não pretendem aceitar a proposta. Brasil No Brasil, a empresa aprofundou seu processo de enxugamento e pediu concordata para evitar que credores pedissem a liquidação judicial de bens da empresa. Na última sexta-feira, a Parmalat Brasil entrou na Justiça com pedido de recuperação judicial ? mecanismo que substituiu a concordata com a nova Lei de Falências.