Economia
Brasil interrompe obras em gasoduto
Janaina Lage Folhapress A secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Maria das Graças Foster, afirmou na última sexta-feira que as obras de expansão do gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol) sofrerão uma ?pausa??, assim como todos os investimentos em infra-estrutura no país vizinho após a aprovação da Lei dos Hidrocarbonetos. Volume de gás A lei criou imposto de 32% para as multinacionais que exploram petróleo e gás no país. Apesar disso, para que o Brasil enfrente uma situação de conforto no fornecimento de gás, a secretária estima que seria necessário aumentar em oito milhões de metros cúbicos por dia o volume de gás que chega da Bolívia até 2009. Foster ressaltou que a medida não significa um cancelamento do projeto de expansão. ?Não é suspensão ou cancelamento, é uma pausa??, afirmou. A capacidade de transporte do Gasbol é de 30 milhões de metros cúbicos por dia, mas até hoje o volume máximo transportado é de 24,2 milhões de metros cúbicos. O mínimo necessário para garantir o suprimento seria um acréscimo de quatro milhões de metros cúbicos em quatro anos. O padrão de maior tranqüilidade, que depende do acréscimo de oito milhões de metros cúbicos, só pode ser atingido com investimentos da ordem de US$ 300 milhões. ?Quando se trabalha oferta e demanda, percebe-se que precisamos de mais gás da Bolívia. Hoje existe essa questão no país, que a gente espera que traga os melhores resultados sociais e econômicos para a Bolívia??, disse.