Economia
Importa��es da China crescem 52,3% no primeiro semestre
Apesar dos esforços do governo e de empresários em estreitar os laços entre China e Brasil, as vendas brasileiras caíram 6,6% no primeiro semestre frente ao mesmo período do ano passado, de US$ 2,901 bilhões para US$ 2,709 bilhões. No mesmo período as importações chinesas cresceram 52,3%, de US$ 1,492 bilhão em 2004 para US$ 2,272 bilhões em 2005. Questionado sobre isso, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, afirmou que grande parte dos produtos chineses que entram no Brasil são insumos da indústria de eletroeletrônicos, setor com bom desempenho no mercado externo. ?É importação que é re-exportada?, disse. Quanto as exportações brasileiras para lá, Furlan explicou que a China é grande compradora de soja e minério de ferro. Por conta de quebra de safra e queda nos preços as vendas de soja caíram. No caso do minério de ferro, no primeiro semestre, por conta de política de preços, a Companhia Vale do Rio Doce reduziu sua oferta, o que impactou nas compras chinesas. Outro destaque entre os destinos dos produtos brasileiros foi a Aladi, que ultrapassou os Estados Unidos no semestre. Isso não acontecia desde 1992. Enquanto os embarques para a Aladi somaram US$ 11,659 bilhões de janeiro a junho as vendas para os EUA foram de US$ 10,872 bilhões. O aumento das exportações para a América Latina e mercados não-tradicionais foi um dos fatores mencionados por Furlan como impulsionadores das exportações. Em junho as vendas externas passaram pela primeira vez dos US$ 10 bilhões.