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HP deve entrar no mercado de micros de at� R$ 1.400

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JULIANA CARPANEZ Folha Online A Hewlett-Packard (HP) considera entrar no mercado de micros com preços inferiores a R$ 1.400. Com esse novo produto, a companhia teria uma alternativa de PC Popular que se encaixaria nas configurações pré-definidas pelo programa de inclusão digital ?Computador Para Todos?. De acordo com o projeto, a compra dessas máquinas poderá ser parcelada em até 24 prestações de R$ 70. O valor final a ser pago inclui os juros da venda a prazo - uma parceria entre BNDES e varejo permitirá a cobrança reduzida dessas taxas. Caso a HP confirme a produção dessa novidade, ela deve concorrer com micros populares da Positivo Informática e Novadata. ?Estamos entendendo os detalhes desse micro. Se formos produzi-lo, queremos entrar de forma sólida no mercado local entre meados de julho e começo de agosto?, afirma Cristina Palmaka, vice-presidente do grupo de sistemas pessoais da empresa. Para se encaixar nessa categoria, o equipamento deve utilizar software livre, como o Linux. Além disso, precisa ter um processador de 1,5 GHz, disco rígido de 40 GB, memória RAM de 128 MB, monitor de 15 polegadas, unidade de disco flexível, unidade de CD-ROM, modem de 56 K, placas de vídeo, áudio e rede on-board, mouse, teclado e porta USB e 26 programas. ?Estamos buscando produtos diferentes para tirarmos melhor proveito dessas iniciativas apoiadas pelo governo. Vivemos um momento de grandes oportunidades no Brasil, e vamos buscar estratégias para concorrer de maneira agressiva?, diz a executiva. A Dell, que assim como a HP já oferece máquinas com isenção de PIS/Pasep e Cofins, não descarta a possibilidade de entrar no mercado dos PCs populares. ?Nosso foco é um modelo flexível, em que o cliente pode escolher a configuração de sua máquina. Ainda assim, estamos analisando a questão [da venda de máquinas por até R$ 1.400]. Não queremos fechar a porta para essa oportunidade?, diz Alexandre Bragança, gerente de preços da Dell. Os fabricantes estão bastante otimistas em relação ao ?Computador Para Todos?, que deve aumentar o volume de vendas nos próximos meses. Além de conquistar clientes ainda pouco familiarizados com a tecnologia, essas empresas pretendem ganhar os usuários do mercado cinza. As máquinas irregulares, vendidas com sonegação fiscal, representam cerca de 70% do total de equipamentos no País. ### Número de internautas pode dobrar As operadoras de telefonia fixa estão animadas com o programa de inclusão digital ?Computador Para Todos?, já com algumas iniciativas em andamento. O acesso subsidiado à internet, afirmam executivos dessas companhias, deve aumentar a base de clientes com conexão discada e reduzir os números da exclusão digital brasileira. ?Chegaremos aos 20 milhões de internautas residenciais em cerca de dois anos. Esse valor representa o dobro do número atual desses usuários?, prevê Yon Moreira, vice-presidente de estratégia de negócios da Brasil Telecom. A Telemar, por sua vez, espera conquistar, em um ano, 1 milhão de novos clientes que utilizem o acesso discado - atualmente, a empresa tem 4 milhões desses assinantes. ?Esse aumento é natural, pois a telefonia fixa é a solução mais econômica para a inclusão digital no Brasil?, diz João de Deus Pinheiro, diretor de planejamento executivo do grupo. As duas operadoras e a Telefônica confirmaram participação no projeto e vão oferecer a novos clientes 15 horas de conexão discada por cerca de R$ 7,50 mensais. Aqueles que não utilizaram suas linhas telefônicas nos últimos seis meses para acessar a web também terão acesso ao benefício. Essas empresas discutem com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) os últimos detalhes para oferecer esse pacote aos novos internautas, que deve ser colocado em prática no final de julho. ?Cerca de 90% das pessoas que adquirirem seu primeiro PC com a ajuda do projeto devem se conectar à Internet. Caso contrário, os recursos do computador ficam limitados, tornando o micro parecido com uma máquina de escrever?, compara Moreira.

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