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Economia

Crise come�a a afetar mercados

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PAULA DIAS Globo Online Os bons números da economia não estão sendo suficientes para animar os mercados financeiros no Brasil. A crise política exerce uma grande pressão sobre os mercados, neutralizando os efeitos dos fundamentos econômicos sólidos. O dólar, apesar de estar operando na casa dos US$ 2,30, enfrenta uma semana de sobe-e-desce e a Bovespa não consegue sustentar resultados positivos por causa da intensificação das especulações do cenário político. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou ontem o dia com leve baixa, mas aprofundou a tendência e fechou em queda de 1,48%, com 24.674 pontos e R$ 1,271 bilhão em negócios. Com os títulos da dívida externa em baixa, o risco-país fechou em 407 pontos centesimais, em alta de 6 pontos. O dólar alternou altas e baixas desde a abertura dos negócios. A moeda americana iniciou o dia de ontem em alta, atenta à valorização do petróleo, mas sucumbiu diante do fluxo cambial positivo, garantido por exportações e captações externas. Na mínima do dia, chegou a cair 0,38%. À tarde, porém, o mercado de câmbio foi atingido por uma intensa boataria em torno do cenário político. Segundo os rumores, novas denúncias comprovariam ligações do publicitário Marcos Valério com integrantes do PT. Na maioria dos casos, as especulações tiveram pouco crédito perante os investidores. Mas nem por isso deixaram de incentivar um posicionamento mais cauteloso. ?Os fundamentos econômicos continuam fortes e se contrapõem ao cenário político. Mesmo em meio aos boatos, é fato que há dólares sobrando no mercado e o Banco Central está deixando a cotação se manter em patamares baixos. Enquanto a crise continuar a preservar a equipe econômica, dificilmente haverá alta do dólar?, disse Hideaki Iha, da corretora Souza Barros. As projeções dos juros negociadas no mercado fecharam em alta na maioria dos vencimentos.

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