Economia
Ministro das Comunica��es quer reduzir taxa de telefonia
Brasília - O novo ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse ontem que irá se reunir na semana que vem com os dirigentes das quatro empresas de telefonia fixa do País para discutir formas de reduzir a taxa de assinatura básica de telefonia. Não há uma proposta fechada, mas a intenção, segundo o ministro, é que as pessoas carentes possam ter telefone com preço razoável em um prazo de dois anos. O ministro lembrou que nos Estados Unidos a taxa de telefonia fixa custa US$12 e tem um salário-mínimo em torno de US$1000, enquanto no Brasil a média da taxa é de R$30 e o salário-mínimo de R$300. Hélio Costa disse ainda que vai convidar os ministros das comunicações de todos os países da América Latina para discutir o padrão da TV digital que deverá ser implementado. Segundo ele, essa é uma nova tecnologia que precisa ser aprovada no Brasil. Ele informou também que vai reiniciar a discussão da nova lei de comunicação de massa e de uma lei de comunicação eletrônica para serviço para transmissão de dados e imagens por celular. CRÍTICAS Em São Paulo, a assinatura residencial mensal da Telefônica subiu no começo deste mês de R$ 35,55 para R$ 38,13. Segundo Hélio Costa, que tem mandato de senador pelo PMDB de Minas Gerais e foi indicado para assumir o lugar do ministro Eunicio Oliveira nesta semana, a assinatura não condiz com a realidade econômica do País. ?Acho que já chegou a hora de nós entendermos que o Brasil não tem a economia dos Estados Unidos. As companhias telefônicas acham que o Brasil é a França, a Inglaterra ou os Estados Unidos?, afirmou ele. Em maio, a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara aprovou um projeto de lei que acaba com a assinatura básica da telefonia fixa. O texto deve agora ser analisado por uma comissão especial da Câmara que tratará da matéria. Pulso O novo ministro das Comunicações também atacou a cobrança da telefonia fixa por pulso. ?Nós vamos ter que nos modernizar. Como é que se pode ainda cobrar pulso de telefone em um País como o Brasil? Então essas coisas devem ser discutidas. Quem vai regulamentar evidentemente é a Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações], mas quem vai fazer o desenvolvimento do setor é o Ministério das Comunicações?, afirmou.