Economia
Consumo de a��car deve crescer 3,8%
O consumo mundial de açúcar deve crescer 5,5 milhões de toneladas, ou 3,8%, no ano-safra 2005/2006 (entre setembro deste ano e outubro do próximo) e saltar de 144,9 milhões para 150,5 milhões de toneladas. A previsão é da Organização Internacional do Açúcar (OIA) e foi apresentada semana passada pelo economista-chefe da entidade Sergey Gudoshnikov na reunião do conselho da Associação Mundial dos Produtores de Beterraba e Cana, em Ribeirão Preto (SP). A OIA estima, no entanto, que as principais regiões produtoras de açúcar conseguirão produzir, em 2005/2006, um excedente para suprir da demanda. ?A Índia, que enfrentou vários problemas climáticos na atual safra, deve ter uma produção bem melhor no próximo período?, afirmou Gudoshnikov. Na opinião do analista, a Índia deve produzir 4 milhões das 5,5 milhões de toneladas necessárias para suprir o aumento da demanda, com uma produção total estimada em 2005/2006 de 17 a 18 milhões de toneladas. O restante será dividido entre o Brasil e países do Leste Europeu. O quadro para a próxima safra, entretanto, é diferente de 2004/2005, a ser encerrada em setembro. Mesmo com o crescimento no consumo de 2,3%, ou 3,4 milhões de toneladas, ante 2003/2004, haverá um déficit de cerca de 2,2 milhões de toneladas entre a produção e a demanda. Na avaliação do economista-chefe da OIA, mesmo com o déficit da atual safra e a produção excedente ajustada ao consumo em 2005/2006, os fundamentos do mercado do açúcar até o próximo ano não justificam aumentos no preço da comoddity no mercado internacional. ?Acredito que a cotação deva se manter entre 8 e 9 cents por libra-peso para o açúcar demerara e variar de US$ 250 a US$ 275 por toneladas para o branco?, disse Gudoshnikov. Sobre o Brasil, o economista-chefe da OIA avalia que o País irá seguir ?definindo o futuro do mercado mundial do açúcar?, por ter uma combinação com o etanol do destino do processamento da cana..