Economia
Venda de sucos seguir� nova regra
As exportações de sucos e néctares de frutas têm uma nova regra internacional de comércio. Após quatro anos de discussões, o Codex Alimentarius aprovou semana passada, em Roma, uma norma internacional reconhecida pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para as exportações desses produtos. Formado por 163 países, o Codex é o órgão que regulamenta internacionalmente as questões de inocuidade e qualidade dos alimentos. O Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) também reconhece as definições do órgão. sem litígios Na prática, a decisão dificulta litígios comerciais. ?Agora temos uma norma internacional, uma referência. Qualquer exportação de sucos e néctares será feita dentro dos parâmetros estabelecidos pelo Codex. Qualquer pendência também será resolvida dentro dessas regras?, comentou o diretor substituto do departamento de assuntos sanitários e fitossanitários do Ministério da Agricultura, Marcio Rezende Evaristo Carlos. Água de coco O diretor explicou que o Codex estabeleceu as regras para exportação de 85 tipos de sucos e néctares, entre eles a água de coco, umbu, cajá, graviola e açaí. ?A água de coco entrou na definição de suco de frutas, o que vai facilitar o comércio?, comentou. Também foi definido o índice aceitável de graus brix (percentual de sólidos) no suco de laranja. O brix é o teor de açúcar na fruta. Pedido O pedido para que o assunto fosse analisado partiu do Brasil e dos Estados Unidos, grandes exportadores mundiais de suco de laranja. O índice aceitável vai variar de 11,2% a 11,8%, determinou o Codex. No acumulado dos seis primeiros meses de 2005, as exportações brasileiras de suco renderam US$ 580 milhões, 11% acima do computado em igual período de 2004. Em volume, os embarques cresceram 20%. Do total acumulado, US$ 544 milhões são de suco de laranja, com embarques de 849 mil toneladas. O principal destino do produto fabricado no Brasil foi o mercado europeu. Em segundo lugar na pauta, aparece o suco de maça, com US$ 10 milhões em vendas no primeiro semestre.