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Macei� entre as 30 melhores cidades

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MARCOS RODRIGUES Repórter A cidade de Maceió está entre as 30 melhores cidades do País com oportunidades de trabalho. É o que mostra estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que, pelo quarto ano consecutivo, realizou uma pesquisa para conferir como anda a evolução das chances de trabalho e estudo no País. Desta vez, a pesquisa, que foi coordenada pelo professor de Administração da FGV, Moisés Balaciano, incluiu dados referentes ao Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios. Ou seja, foram observados os aspectos econômicos, que naturalmente representam necessidades e evolução do mercado, por conta da circulação de dinheiro nos respectivos municípios. Além do PIB, foram base da pesquisa informações sobre educação (com peso 4), saúde (3) e arrecadação (2). No item educação os pesquisadores observaram a realidade oferecida nas instituições particulares e privadas, além das oportunidades para pós-gradução. A pesquisa foi encomendada pela revista Você/SA, que já está nas bancas com dados sobre as cidades citadas. Colocação Maceió aparece no ranking na 27º colocação, a frente da cidade de Niterói (RJ), São Luiz (MA) e São Caetano do Sul (SP). O primeiro lugar ficou para a cidade de São Paulo, seguida de perto pela cidade do Rio de Janeiro. A melhor cidade nordestina, apontada na pesquisa é a capital de Pernambuco, Recife que ficou com a quarta colocação, aficando atrás de Belo Horizonte. Aparecem ainda na lista das 30 melhores cidades, Fortaleza-CE (10º), Salvador-BA (11º), Natal-RN (21º) e João Pessoa-PB (23º). Os dados referentes ao PIB, que foram fornecidos pelo IBGE, têm uma defasagem em relação ao período da pesquisa. Os números se referem a uma pesquisa do censo realizada em 2002 e divulgados em março deste ano. A pesquisa da FGV, teve seus dados atualizados a partir de novembro do ano passado, quando teve início a última etapa do estudo. Com uma metodologia definida, desde o primeiro ano de divulgação dos dados, atualmente os pesquisadores que integram a equipe do professor Balassiano, apenas atualizam os números, para projetarem o quadro mais recente do mercado. Economia Os dados referentes aos aspectos econômicos, levam em consideração a arrecadação dos municípios por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). É por isso que cidades do interior como Cabo Frio (RJ), aparecem na frente de algumas capitais. Rica em Petróleo a cidade arrecada royalties da Petrobrás, o que naturalmente segue para os cofres municipais. Diante disso, a circulação de riquezas acaba por sugerir onde estão concentradas as melhores ofertas de salários, bens e serviços. Educação O destaque para a capital Maceió não está associada a sua realidade empresarial, mas sim as investimentos em educação (até 2002), que foram detectados pelo IBGE. O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é um dos índices que também podem ter contribuído para uma posição de destaque. A arrecadação de impostos por serviços evoluiu, segundo o IBGE, principalmente no setor de investimentos em turismo. Além disso, os repasses do governo federal ajudaram a somar condições favoráveis para o destaque obtido pela capital. Essa também pode ser a explicação para as outras capitais da região, aparecerem em boa colocação no ranking estabelecido pela FGV. Como os dados que se referem a evolução industrial e oportunidades, investigados pelo IBGE são de 2002, é possível que Maceió, não se mantenha entre as 30 melhores cidades. Isso porque em 2002, a capital havia feito, por meio do Banco Interamericano de Desenvolvimento, investimentos em turismo. ### Educação foi decisiva para classificação O monitoramento feito pela pesquisa serve para mostrar a evolução ou o recuo das economias locais. O avanço nos investimentos, entretanto, é que tem determinado o surgimento de oportunidades. Os números apontam que a realidade econômica é que determina as oportunidades que serão absorvidas no mercado de trabalho. ?Nesse aspecto a formação e a consequente absorção no mercado está relacionada, também as oportunidade de formação. Por isso educação é um intem que pesa em nossa avaliação?, comentou Daniele Matos, que integra a equipe do professor Balassiano da FGV. Ela observou que a educação, para efeito de pesquisa, foi avaliada a partir de seu potencial, desde a graduação, passando pelas ofertas de mestrado e doutorado. ?E nesse item foram consideradas insitituições públicas e privadas?, detalhou Daniele. MERCADO Sob este aspecto, o mercado educacional em Maceió, de fato, teve uma evolução. Desde o ensino público, que por meio da Universidade Federal (Ufal), ampliou o número de vagas até o privado, a capital tem oferecido condições de formação. Nos últimos cinco anos o número de cursos de graduação praticamente dobraram, além de passarem a funcionar, também no período noturno. No caso das instituições particulares isso também foi percebido, porém sem dados mais concretos. Essas possiblidades têm favorecidos a migração para a capital. São muito os estudantes que escolheram Maceió para morar por conta das oportunidades de ensino e o baixo custo para se manter na capital. As condições de habitação e deslocamento, mesmo não sendo itens pesquisados, também influenciam a escolha da cidade, que já apresenta índices de violência altos, mas inferiores aos números nacionais. Ainda no quesito oportunide, a entrada no mercado de trabalho dos alagoanos continua inferior aos que vêm de fora. Um exemplo pode ser observado nos concursos públicos municipais e estaduais. No caso da Secretaria Estadual da Fazenda, que realizou concurso, há três anos, os números não mentem. De aproximadamente 250 aprovados, apenas 20% eram de quadros do Estado. Ou seja, a maioria dos aprovados já tinha uma formação superior a oferecida em nossas faculdades. Oportunidade Para o analista de sistemas, Alisson Nobre, 28, a cidade ofereceu a oportunidade que não encontrou em seu Estado. Oriundo da Paraíba ele confessa que lá não teria a chance de em pouco tempo está ocupando um lugar no mercado. ?Acredito sim que minha vida teve um salto por conta das oportunidades que tive aqui. Dificilmente o mercado em meu Estado poderia me garantir o que obtive em Maceió?, admitiu o paraibano. Ele revelou ainda que em seu setor de trabalho convive com outras pessoas que têm histórias semelhantes. A identidade com a vida da cidade também já existe. ?Estamos até comemorando o aniversário de nosso concurso, porque para todos nós foi algo que garantiu estabilidade?, completou Alisson. Os colegas de concurso realmente festejaram suas respectivas aprovações na última sexta-feira. Estudo A estudante de Fisioterapia, Tatiana Viera, também veio para Maceió em busca de oportunidades. Ela deixou sua terra natal, Ji-Paraná em Rondônia, em busca de uma boa formação. ?Estou aqui desde o 3º do ensino médio. A época queria estudar medicina. Depois mudei de opinião e passei a investir na minha atual formação?, conta Tatiana. Oriunda da primeira turma de formandos do Curso de Fisioterapia, ela já está estagiando e procurando alternativas para encontrar o seu lugar no mercado de trabalho. ?Tem sido difícil porque onde levo o currículo encontro o de outros colegas?, revelou a estudante que se forma no próximo mês. Depois dessa etapa, a disputa será grande, já que ao todo serão lançados no mercado 85 novos fisioterapeutas. Mas, a estudante promete batalhar oportunidades profissionais.|MR

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