loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 30/07/2026 | Ano | Nº 6278
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Governo quer quita��o de contratos

Ouvir
Compartilhar

DANIELLE ABREU Globo Online A Empresa Gestora de Ativos (Emgea), que assumiu contratos habitacionais antigos da Caixa Econômica Federal e carteiras imobiliárias de bancos extintos como Bamerindus e Econômico, vai anunciar esta semana uma grande campanha de renegociação que pretende solucionar contratos problemáticos de 187.195 mutuários de todo o país. São pessoas que assinaram contratos entre a década de 80 e o início do Plano Real, em 94, sem cobertura do Fundo de Compensação das Variações Salariais (FCVS) e que, agora, têm dívidas consideradas impagáveis. Para pôr em prática esse projeto, a Emgea vai contar com R$ 3,2 bilhões do Tesouro Nacional. ?Este ano, autorizamos R$ 1,2 bilhão. Mas o dinheiro está todo separado. Não se trata de subsídio. São recursos que o Tesouro capitalizou na Emgea para atender à necessidade da empresa nesse prejuízo contábil. O objetivo é solucionar esses casos e dar baixa nessas hipotecas?, disse o Secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy. Quando o projeto for anunciado oficialmente, os mutuários poderão procurar as agências da Caixa e pedir uma proposta de quitação. Para isso, será necessário pagar uma taxa de avaliação de R$ 250. Um engenheiro ou técnico do banco vai visitar o imóvel para avaliá-lo e cruzará esses dados com o histórico do mutuário. A partir daí a Caixa fará uma proposta ao interessado, que poderá incluir descontos no pagamento à vista ou o parcelamento do débito. Cálculo ?Esse cálculo vai considerar muitas coisas, mas principalmente quanto vale o imóvel e qual o tamanho da dívida. Se estiver abaixo do valor do imóvel, vamos nos basear no valor da dívida. Se estiver acima, vamos nos basear no valor do imóvel?, disse o presidente da Emgea, Gilton Pacheco. Dessa vez, entretanto, os descontos não chegarão a 100%, como ocorreu em 2000, quando foram convocados os mutuários com contratos que contavam com cobertura do FCVS. Mas também não há uma regra geral: cada caso será estudado separadamente. ?Vamos oferecer a proposta ao mutuário de cumprir com o seu contrato até o final, liquidando, como for possível. Mas não estamos pagando a dívida dele. O objetivo do governo é fazer o sacrifício que lhe cabe, mas dentro de uma situação equilibrada?, disse Levy.

Relacionadas