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Vendas do com�rcio de AL crescem 12%

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JANAINA LAGE Folha Online As vendas no comércio varejista aumentaram 2,67% em maio na comparação com igual mês do ano passado, a menor taxa desde fevereiro. Na comparação com abril, o crescimento foi de 0,40%, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a 18ª taxa positiva na comparação com igual mês do ano anterior. No acumulado do ano, as vendas cresceram 4,51% e 7,52% nos últimos 12 meses. Apesar do desempenho ainda positivo, o IBGE identifica tendência de perda de fôlego das vendas na análise de longo prazo. Nos últimos meses, a taxa de crescimento passou de 7,72% em março para 3,42% em abril e em maio, para 2,67%. A alta das vendas em maio, segundo o IBGE, foi sustentada pelas vendas de móveis e eletrodomésticos. Esta atividade já havia sido responsável pelo desempenho positivo do mês anterior. Ela tem sido beneficiada pela ampliação do crédito direto ao consumidor e dos empréstimos consignados em folha, na avaliação do IBGE. O economista do IBGE Reinaldo Pereira destaca, no entanto, que a expansão do crédito está sendo acompanhada de um aumento da inadimplência. O economista atribui o crescimento inferior ao dos meses anteriores às quedas nas vendas de atividades como tecido, vestuário e calçados, combustíveis e lubrificantes e ao baixo crescimento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. Esta atividade tem forte peso na estrutura do índice e é mais dependente de renda do que de crédito. Depois de registrar queda de 1,22% em abril, a atividade apurou alta de 1,23% impulsionada pelo aumento de 15,4% do salário mínimo e pelo aumento na ocupação de 3,8%, segundo a PME (Pesquisa Mensal de Emprego). ?É preciso esperar um pouco mais para confirmar essa tendência?, disse. Outras atividades também apresentaram desempenho positivo, como artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,09%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (51,19%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,10%). Segundo Pereira, o aumento nas vendas de material de informática foi impulsionado pela queda do dólar. Houve queda no desempenho de combustíveis e lubrificantes (-7,26%), tecidos, vestuário e calçados (-6,09%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-0,16%). O IBGE atribui a queda nas vendas de combustíveis ao aumento de preços superior à inflação. As vendas cresceram em 25 das 27 unidades da federação. As maiores altas foram registradas em Tocantins (35,32%) e Paraíba (26,63%). No Rio de Janeiro, a alta foi de 0,74% e em São Paulo, de 0,13% em relação a maio do ano passado. Alagoas Pelo 14º mês consecutivo, Alagoas apresentou incremento nas vendas do comércio acima das médias registradas nacionalmente, assim como tem sido verificado em todos em estados nordestinos. Em maio, o varejo alagoano apresentou alta de 12,94% nos negócios ? uma variação menor do que a verificada em abril (13,24%) e março (21,54%). O maior índice registrado em maio na região foi na Paraíba, com alta de 26,63%, seguido por Sergipe (25,38%) e Rio Grande do Norte (18,79%). Alagoas ficou com a 8ª posição no ranking do Nordeste. Entretanto, o acumulado dos últimos 12 meses mostram que o comércio alagoano é o que tem registrado a segunda maior variação positiva entre os estados conterrâneos, de 15,97% ? só fica atrás do Maranhão que tem acumulado um crescimento da ordem de 16,14%. Segundo especialistas, o bom desempenho se deve, em parte, ao crescimento do crédito consignado.

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