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Lula insinua que juros podem baixar

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FOLHA ONLINE O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que a queda da inflação e os esforços para o corte de gastos públicos devem levar à queda dos juros. ?A reversão das expectativas de inflaçao e os controles fiscais estão sinalizando para uma consistente tendência de queda das taxas de juros?, afirmou Lula, durante evento com empresários franceses. O Comitê de Política Monetária, do Banco Central (Copom) se reúne na próxima semana para decidir sobre a taxa básica de juros da economia brasileira (Selic). Após os nove aumentos seguidos dos juros entre setembro e maio, o mercado acredita que a taxa seja mantida pelo segundo mês seguido em 19,75% ao ano neste mês. Para analistas, a queda dos juros só ocorrerá em agosto, apesar de diversos índices ? como IGP-M, IPC da Fipe e IPCA ? terem mostrado deflação em junho. Lula, que permanecerá os próximos três dias na França, também afirmou que o crescimento economia brasileira será sustentável. ?Pela primeira vez na história recente brasileira, os indicadores macroeconômicos mantêm uma tendência virtuosa. Não estamos condenados a ciclos de crescimento curtos, interrompidos por exemplo por turbulências na taxa de juros?, afirmou. No evento com empresários franceses, estavam presentes os ministros Celso Amorim das Relações Exteriores e Luiz Fernando Furlan do Desenvolvimento e Indústria. Copom No final de junho, o Copom indicou que a taxa básica de juros da economia, a Selic, iria ficar no patamar atual de 19,75% ao ano por um longo período. ?O Comitê avaliou que a perspectiva de manutenção da taxa de juros básica por um período suficientemente longo de tempo no nível estabelecido em sua reunião de maio já seria capaz de proporcionar condições adequadas para assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas, não havendo, portanto, necessidade de prosseguir com o processo de ajuste iniciado em setembro de 2004?, disse a ata da última reunião. De acordo com o documento, o processo de aumento de juros já surtiu efeito e houve uma redução dos focos de pressão inflacionária.

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