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AL tem saldo negativo de empregos

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PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia Alagoas encerrou o primeiro semestre do ano com saldo negativo entre admissões e demissões no mercado formal de trabalho. É o que indica o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. Até junho de 2005, o Estado criou 29.699 postos de trabalho com carteiras assinada. Entretanto, o número de demissões ultrapassou o de novas vagas: 61.993. Assim, 32.294 trabalhadores foram dispensados do mercado formal. Vale ressaltar que, em todo Brasil, Alagoas é um dos poucos Estados a apresentar saldo negativo entre admissões e demissões, sendo que detém a maior variação negativa do País: de -13,16%. Além de Alagoas, quem registrou saldo negativo foi Pernambuco (-1,25), Paraíba (-2,01) e Amapá (-0,59). No País, o número total de vagas criadas no mercado formal de trabalho foi 966,3 mil, considerando que houve no semestre 6,3 milhões de admissões contra 5,3 milhões de demissões. O maior número de postos de trabalho foi registrado na região Sudeste com 695,7 mil vagas. Fenômeno cíclico Por outro lado, em junho, Alagoas obteve saldo positivo no mercado formal de trabalho. No mês passado 6.999 trabalhadores tiveram suas carteiras registradas no Estado, enquanto 4.396 foram demitidos. No total, 2.603 empregos foram criados ? uma variação positiva de 1,24%. Em junho, os setores que mais contrataram em Alagoas foi o da construção civil (555 vagas), o comércio (608) e indústria de transformação (800). A curva negativa do emprego formal em Alagoas só começou a inverter tendência a partir de maio, quando houve um saldo positivo formado por 864 postos de trabalho criados (ver quadro). A inversão faz parte de um ciclo observado a cada ano no mercado formal de trabalho local. Alagoas sempre inicia o ano com saldo negativo entre admissões e demissões que prossegue nos meses seguintes e atinge seu ápice entre março e abril. A partir de maio, observa-se sempre uma retomada tímida nas contratações alagoanas que se torna maior entre os meses de agosto e setembro, até que começam a rarear e dão lugar às demissões reiniciadas em dezembro. Esse fenômeno não é aleatório. As contratações que impulsionam os saldos positivos dos meses de agosto e setembro estão relacionadas ao início da safra de cana-de-açúcar ? quando as usinas iniciam as contratações? e ao começo da alta temporada turística que leva hotéis, bares e restaurantes a buscarem mão-de-obra extra. Contudo, ao fim da safra do setor sucroalcooleiro, que coincide que o encerramento da temporada de férias de verão, tanto as usinas como o setor de serviços começam a demitir.

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