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Pre�o da gasolina est� 30% defasado

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| PATRÍCIA ZIMMERMANN Folha Online A defasagem dos preços da gasolina e do diesel diante da cotação do petróleo no mercado internacional chega a 30% e 20%, respectivamente. A estimativa é do diretor-geral interino da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima. Entretanto, ele defendeu a manutenção da atual política de preços da Petrobras e do governo, de não reajustar os preços a cada movimento do mercado internacional. O último reajuste desses combustíveis foi anunciado pela Petrobras em novembro do ano passado, quando o preço do barril do petróleo custava em torno de US$ 40. Recentemente o barril tem se mantido na casa dos US$ 60. ?A hipótese de equiparar o preço ao nível internacional, significa uma elevação substancial que o povo brasileiro não vai superar?, disse Lima. Segundo ele, essa hipótese se chocaria com o poder aquisitivo do povo brasileiro? e também coloca ?de cabeça para baixo? toda a política de preços. Ele reconheceu, no entanto, que situação das pequenas refinarias privadas do País (Manguinhos e Ipiranga), que enfrentam dificuldades por não terem capacidade de competir com a Petrobras nesse ambiente de contenção de preços, preocupa o setor. ?Penso que o aumento de preços está descartado. Nosso povo reprovaria a medida liminarmente?, disse Lima ao comentar que a postura da ANP não pode ser apenas de indicar a necessidade de alta dos preços internos, apesar de admitir que essa seria uma das hipóteses para resolver o problema das pequenas refinarias. ?A nossa exigência não deve ser: aumente o preço da gasolina. Isso é uma medida absolutamente anti-popular para um governo popular?, afirmou. Ele destacou que a ANP e o governo estão justamente buscando saídas para as pequenas refinarias a fim de evitar a necessidade de aumento. Governo e ANP estudam a possibilidade de uso da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) para reduzir as perdas com a alta do preço do petróleo. Mas para a isso a área econômica do governo teria que abrir mão de parte da arrecadação com a contribuição até que o mercado se normalizasse.

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