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Juros banc�rios caem pela 1� vez no ano

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ENIO VIEIRA Globo Online O Banco Central (BC) divulgou ontem que a taxa média de juros cobrada pelos bancos caiu pela primeira vez no ano. A taxa saiu de 49.4% em maio para 49% em junho. A queda ocorreu, mesmo com a manutenção da taxa Selic estável em 19.75%, devido ao recuo dos juros para pessoas físicas, que caiu de 65.7% em maio para 64.7% em junho. Segundo Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC, houve forte impacto nas taxas do segmento de aquisições de bens, em que o juro final caiu de 57,8% para 54,1%. De acordo com Lopes, isso foi ocasionado por acordos de bancos com grandes redes de varejo, o que acabou reduzindo as taxas. Na terça-feira, o Bradesco fechou um acordo com a Leader Magazine no segmento de cartão de crédito e que levará a rede de varejo a ser o correspondente bancário do banco. Esse é apenas um dos convênios que, segundo o BC, vem ajudando a reduzir os juros. Altamir Lopes explicou também que os bancos receberam várias carteiras de crédito de perfis muito bons e seguros a custos menores com a assinatura desses convênios. Segundo ele, apenas uma instituição aumentou em 36% sua carteira de crédito graças a um convênio com uma rede de varejo em junho. Outra explicação para a queda dos juros em junho foi o recuo da taxa no mercado futuro, após a manutenção da Selic em 19,75%. O impacto maior foi sobre o crédito pessoal que diminuiu de 77,2% para 76,2% . A taxa do crédito consignado (desconto em folha) ficou estável em 37,2% ao ano. A taxa do cheque especial subiu de 147.6% para 147.8%. A taxa média para empresa caiu de 33,7% para 33,%. Consignado O empréstimo consignado, que tem seu pagamento feito diretamente por desconto na folha de pagamento das empresas, aumentou 116,1% entre junho do ano passado e junho de 2005. O resultado teve impacto no quadro geral de empréstimos. O volume total de crédito do país subiu de 25,4% para 27,6% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas no país. O crédito consignado foi lançado em setembro de 2003 e estendido, em abril de 2005, também para aposentados. O aumento desse tido de empréstimos foi bem mais acentuado que a alta de 18,2% do volume total de crédito de julho/2004 a junho/2005. Altamir ressaltou que houve queda também das taxas de juros cobradas das empresas. Os descontos de duplicatas caíram de 43,4% para 42,6%, os descontos de promissórias desceram de 53,5% para 52,4%, os empréstimos para capital de giro foram de 41,2% para 39,6% e as operações para aquisição de bens caíram de 31,6% para 31,3%. O único aumento verificado nas operações com pessoa jurídica foi na conta garantida, que passou de 69,8% para 70,2%. Também houve queda no ?spread?. A diferença entre o juro pago pelos bancos na captação e o cobrado no empréstimo passou de 30 pontos percentuais para 29,8 pontos percentuais. A queda foi de 0,5 ponto percentual nos empréstimos para pessoa física e de 0,2 ponto para pessoa jurídica. A taxa média de inadimplência em junho foi de 7,3%, com recuo de 0,4 ponto percentual em relação a maio: 12,2% no crédito pessoal e 3,4% nas operações com empresas. De acordo com o Banco Central, o volume de crédito aumentou de R$ 302,1 bilhões em maio para R$ 306,9 bilhões em junho.

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