Economia
Super�vit entre Brasil e EUA cresce
| ELIANE OLIVEIRA O Globo A falta de um acordo entre os países do hemisfério para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) não preocupa o governo brasileiro, que desde o início de 2003 (quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu) passou a ter uma posição mais hesitante em relação ao tratado, diante das divergências com os Estados Unidos. Esta foi a mensagem passada pelo Itamaraty, ao divulgar a balança comercial Brasil/EUA de janeiro a maio deste ano. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, mesmo sem a Alca, o superávit comercial brasileiro cresceu quase 200% em relação aos cinco primeiros meses de 2004. As exportações brasileiras para o mercado americano aumentaram 34,5%, enquanto as importações tiveram um pequeno acréscimo de 0,17%. Os dados são do próprio governo americano. Pelo levantamento, as exportações brasileiras para os EUA cresceram mais do que as vendas globais do Brasil (27,94%). O total exportado para o mercado americano nos cinco primeiros meses de 2005 foi de US$ 9,7 bilhões. No mesmo período, o Brasil comprou US$ 5,88 bilhões dos EUA, apesar da valorização do real frente ao dólar. Em valor, o superávit brasileiro passou de US$ 1,32 bilhão no acumulado janeiro a maio de 2004 para US$ 3,81 bilhões este ano, uma variação de 188,6%. Esta semana, o Congresso americano aprovou o Cafta-DR (Acordo de Livre Comércio da América Central e República Dominicana) por 217 a 215 votos, logo após à meia-noite de quinta (horário local). O projeto vem sendo tratado como alternativa dos países envolvidos à Alca (Área de Livre Comércio das Américas), cujas negociações estão emperradas.