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Economia

Para Lula, agenda m�nima � pertinente

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O governo Lula avalia que a ?agenda mínima? é importante para o País e ?factível? de ser implementada. A ?agenda mínima? é um conjunto de propostas que foi entregue ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por empresários. Eles escolheram itens que já estavam em discussão no Congresso Nacional e no Executivo. ?Percebemos que o presidente considerou pertinentes e procedentes essa questão?, relatou Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). ?O presidente nos disse que era importante que se criassem condições que pudessem contribuir para que se resguarde, no ambiente decisório do país, condições necessárias para que não haja um quadro que possa vir a prejudicar o País ou a economia?, disse. Ainda de acordo com Monteiro Neto, o presidente aparentou serenidade e defendeu que as investigações de corrupção no governo devam seguir o seu curso normal e que é natural ?certa exacerbação do debate político?. ?O governo tem que seguir governando e fazendo o que tem que fazer no sentido de uma agenda que o governo tem que cumprir?, disse o presidente da confederação. Ambiente econômico Monteiro Neto ressaltou que o objetivo da proposta ? formulada por confederações nacionais de diversos setores da economia ? é não deixar que a crise política no governo Lula cause uma deterioração no ambiente econômico. ?Nós entendemos que é um momento de crise. É uma crise aguda, mas o País não pode parar?, disse. No entanto, Monteiro ressaltou que os empresários defendem uma ?rigorosa investigação? das denúncias de corrupção que atinge o governo. Além da apresentação feita ao presidente e ao ministro Antonio Palocci (Fazenda), a ?agenda mínima? será apresentada também ao presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE). Ele acredita que os fundamentos da política econômica garantem que a crise não contamine a economia. No entanto, é preciso que o Congresso Nacional não trabalhe focado apenas nas investigações de denúncias para não penalizar a sociedade. ?Cabe ao Congresso assumir uma agenda que é o do interesse do país?, disse. Agenda mínima O documento reúne projetos já em andamento no Congresso Nacional e no Executivo e trata de cinco temas econômicos - infra-estrutura, sistema tributário, ambiente regulatório, reforma do Estado e gestão e inovação tecnológica - e um tema político (sistema político). Na infra-estrutura, os empresários pedem uma nova legislação para as agências reguladoras, um novo marco regulatório e uma lei para gás. Na área tributária, a ?agenda mínima? pede a conclusão da reforma tributária e a expansão do alcance da ?MP do Bem?. Os empresários querem ainda a redução dos gastos público e o aumento do superávit primário. O objetivo dessa medida é evitar o aumento da carga tributária. ?Se nós continuarmos com esse padrão de ajuste fiscal nós não teremos salvação?, avalia. Também foi eleita como prioridade na agenda mínima a Lei Geral da Pequena e Microempresa e avanços no sistema político para que haja a redução dos custos do processo eleitoral. Ainda de acordo com Monteiro Neto, o governo não deve adotar nenhuma medida para alterar a política cambial. Após a reunião com o presidente Lula, ele disse que ?não há nenhuma sinalização de mudança na política cambial?. |APR

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