Economia
China desafia cal�ados da UE
| EFE Depois de darem mostras de sua agressividade comercial em áreas como a siderurgia e o setor têxtil, os chineses voltam-se agora para o segmento de calçados. O diretor do departamento do Departamento de Comércio Exterior de Wenzhou, Zhou Xiaoping, região especializada na fabricação de calçados, frisou que a atividade exige mão-de-obra intensiva. Segundo ele, países desenvolvidos ?como Espanha e outros da União Européia (UE) devem aceitar que não podem competir com emergentes, como a China. ?A Espanha e os países desenvolvidos não têm a força do baixo custo da mão-de-obra. Se não forem chineses, serão de outros países em desenvolvimento os sapatos que chegarão ao mercado?, disse Zhou Xiaoping. O dirigente, que se reuniu na Espanha com a Associação de Fabricantes de Calçados e comerciantes chineses do setor, destacou que a solução para o problema representado pelas exportações chinesas chegará ?quando a Espanha, a UE e os sindicatos entenderem que as investigações (na OMC) sobre comércio desleal somente criam obstáculos ao próprio comércio?. ?Como a negociação levará tempo e a solução total é impossível, Espanha e China poderiam concordar em dividir os mercados por níveis e fabricar calçados de alta, média e baixa qualidade. Com esse intercâmbio, poderíamos ajudar empresas espanholas que fabricam sapatos de alta qualidade a entrar na China?, sugeriu Zhou. Ainda segundo o dirigente, as quebras de empresas e o desemprego ?são conseqüência do desenvolvimento e não das exportações chinesas?. A Confederação Européia de Calçados (CEC) solicitou em maio ao Parlamento Europeu a interrupção das importações de calçado que não cumpram as normas européias, assim como o compromisso de retomar a fabricação de calçados na União Européia (UE).