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Crescem recursos para habita��o em AL

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MARCOS RODRIGUES Repórter A aquisição da casa própria, sonho de milhões de brasileiros, continua sendo um desafio. Mas, a estabilidade econômica do País está criando novas possibilidades de acesso para quem ainda não concretizou o sonho de se livrar do aluguel. Os recursos para investir em projetos habitacionais pela Caixa Econômica Federal, ou ainda em parcerias com o poder público, totalizam R$ 9 bilhões. Segundo o modelo e as metas nacionais, o objetivo é financiar a construção de 730.000 casas Brasil afora. O dinheiro será dividido de acordo com o perfil das regiões e a demanda identificada pelas unidades da Caixa. Dos R$ 9 bi já alocados para as construções, R$ 3,9 bi, serão destinados aos programas coletivos. Para os programas individuais, ou seja os negócios feitos diretamente no banco pelo interessado, o governo está destinando em média R$ 3 bilhões. Os programas com perfil popular, mas de alcance também para a classe média, como o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), consumirão aproximadamente R$ 1 bilhão no montante geral de recursos. A diferença dos investimentos que serão feitos, até em relação aos programas ou produtos que já foram lançados pelo banco até 1997, está dentro dos subsídios. Agora estão disponibilizados R$ 1,2 bilhão. Momento Segundo o gerente de negócios habitacionais da Caixa Econômica, Geraldo Nunes Ferreira, isso é reflexo da economia, que apresenta números favoráveis com juros que cabem no bolso do consumidor. ?O momento que o País se reflete nas perspectivas da Caixa em financiar novos projetos que sejam mais inclusivos e ajudem a eliminar o déficit habitacional?, afirma Nunes. Em Alagoas, as metas de investimentos em projetos coletivos ou individuais podem chegar a R$ 100 milhões. Inicialmente os números para as linhas de crédito já incluem R$ 70 milhões. Ou seja, se a demanda justificar podem ser acrescidos mais R$ 30 milhões para estes investimentos complementares. E é nessa sentido que a Caixa vem trabalhando. Segurança A segurança para os interessados em conseguir o financiamento está no modelo de contrato. Ao invés de ser baseado apenas no percentual salarial, eles terão como base um cálculo equilibrado que elimina o acúmulo de juros para o saldo devedor. ?O processo, agora, prevê o pagamento dentro da realidade que cada um pode, podendo abater no saldo devedor?, aponta Geraldo Nunes. Ele lembra que a política do governo federal para os setor tem o objetivo de diminuir progressivamente o déficit habitacional. Para confirmar essa tendência Nunes cita o texto da Resolução 460 sobre a utilização dos recursos nacionais do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) que está voltada integralmente para atender a população de baixa renda. Para este público, que é a maioria da população, a Caixa está autorizada a negociar financiamentos que incluem rendas de R$ 200 a R$ 1.500. As famílias que se encaixam nesse perfil, entretanto, podem ser melhor atendidas se contarem com a presença das prefeituras. A idéia é que as duas partes possam eliminar valores, por exemplo, envolvidos com a aquisição do terreno. ?Acredito que uma grande parceria com o poder público, poderia solucionar e muito o problema da casa própria para esse segmento da população?, destacou Nunes, citando que na Bahia a parceria tem dado um bom resultado na eliminação do déficit do Estado. ### Caixa quer mudar imagem no mercado O objetivo da Caixa Econômica com os novos investimentos é mudar a imagem negativa das linhas de financiamentos do passado. Estes contratos, em sua maioria firmados até 95, ainda representam um percentual significativo de problemas a serem resolvidos. Mas, não são mais responsabilidade do banco. Para isso foi criada a Empresa Gestora de Ativos (Engea), que passou a negociar propostas com os mutuários que ainda estão com contratos em aberto na Caixa. Segundo o banco, do total de mutuários com pendências, cerca de 2.500 não têm cobertura do FGTS para utilizar na negociação de suas parcelas em atraso. Para chegar a estes mutuários foi criado o projeto ?Ô de Casa? que pretende criar novas chances de resolver os problemas, sem resultar em despejo. Depois de reavaliar a política apresentada no passado a Caixa constatou que as modalidades de financiamentos criaram parcelas mensais que não cobriam os custos com serviços. O resultado foi um acúmulo de valores, que somados aos juros, elevaram o percentual do saldo devedor. Essa situação deu origem a outras situações como os contratos de gaveta, onde o mutuário assume um imóvel adquirido por um outro mutuário. A funcionária pública municipal Marlene Vieira vive uma situação parecida. Moradora do Conjunto Osmam Loureiro ela já procurou a Caixa para regularizar sua situação. Ela mora numa casa adquirida de um ex-mutuário há três anos. ?Já paguei, inclusive, uma taxa de R$ 300,00 para que o imóvel seja avaliado?, disse Marlene. Ela espera chegar a um valor, dentro de sua realidade orçamentária e de sua família para regularizar sua situação junto ao banco e continuar no imóvel, localizado num dos conjuntos mais organizados do Tabuleiro. Modelos Para evitar situações como esta, a Caixa conta com duas modalidades básicas de plano. A primeira é o Financiamento Individual onde as cartas de crédito atingem interessados em adquirir imóveis novos, usados, terreno e até material de construção. A depender da renda os valores variam de R$ 3 mil a R$180 mil. A proposta de Financiamentos Coletivos segue princípios semelhantes, mas se aplica a casos com a formação de grupos com interesse comum. Um exemplo seria a compra de um edifício ainda na planta, onde o projeto poderia ser adequado aos interesses dos futuros proprietários. Em todos os casos a Caixa analisará os projetos.

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