Economia
Se petr�leo n�o cair, Petrobras reajusta
| JANAINA LAGE Folha Online O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que caso os preços do petróleo se estabilizem no nível atual ? superior a US$ 60 o barril ? a estatal deverá realizar o reajuste de preços. Apesar disso, Gabrielli disse que ainda é cedo para verificar se a flutuação dos preços do petróleo já configura um novo patamar. A manutenção dos preços da gasolina e do diesel pela estatal tem sido alvo de críticas do órgão regulador do setor. O diretor-geral-interino da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, já chegou a afirmar que o preço da gasolina no mercado doméstico está defasado em 30% em relação à cotação do petróleo no mercado internacional. Gabrielli se recusou a comentar as declarações de Haroldo Lima, mas afirmou que a estatal trabalha com a idéia de que a volatilidade dos preços é importante para a demanda. ?Se estabilizar os preços nesse nível, vamos fazer algum ajuste, (...) mas ninguém garante [que isso ocorrerá]?, afirmou Gabrielli. Segundo o presidente da Petrobras, fatores como o fim do verão americano, que deve alterar a demanda, a perspectiva de aumento da produção no segundo semestre por parte do mercado e a estabilização geopolítica na região do Oriente Médio suscitam dúvidas sobre a possibilidade de o barril de petróleo continuar a trajetória de aumento de preços. Além disso, Gabrielli citou também a perspectiva de juros mais altos nos EUA como fator de atração de capitais especulativos investidos no mercado de petróleo. Cotação O preço do petróleo registrou uma seqüência de recordes ontem e encerrou o dia com o maior valor já registrado em um fechamento na Bolsa Mercantil de Nova York, US$ 63,85, uma alta de 2,47%. O preço da commodity sofre pressão de um grupo de fatores, sem que seja possível dizer qual o principal responsável. O mais recente é a notícia de que representações diplomáticas dos Estados Unidos na Arábia Saudita irão fechar suas portas nos próximos dois dias devido a uma suposta ameaça de atentados contra os prédios usados pelos americanos no país. No mês passado, os EUA avisaram seus cidadãos na Arábia Saudita que militantes islâmicos estariam planejando ataques, e proibiram que qualquer militar de viajar ao país. O alerta foi provocado pela descoberta de armas e substâncias químicas, perto de Riad.