Economia
APLs v�o reunir 27 mil produtores em AL
| FÁTIMA ALMEIDA Repórter Dez Arranjos Produtivos Locais (APLs) entraram em funcionamento este ano, em Alagoas. Mais da metade dos municípios do Estado estão engajados no processo, que deve envolver, até 2007, cerca de 27 mil pessoas, entre produtores rurais e pequenos empresários. Estes são alguns dos resultados do Balanço apresentado ontem, pelo governo do Estado e Sebrae, dos seis meses de funcionamento dos arranjos produtivos. Durante a reunião presidida pelo vice-governador Luis Abílio, na Sala dos Conselhos do Palácio, a coordenação estadual do Programa de Arranjos Produtivos Locais destacou a importância desse sistema para geração e melhor distribuição de renda, geração de empregos nos próprios centros de produção e melhoria da qualidade de vida das comunidades. ?É o caminho para a fixação do homem no seu local de origem. E é a primeira vez que o governo se volta com atenção para esse tipo de organização dos pequenos negócios?, destacou o superintendente do Sebrae, Marcus Vieira. A APL mais celebrada é a da Mandioca, por ser a mais abrangente. Reúne 14 municípios e cerca de 20 mil pessoas da região do Agreste. O produtor, que antes só plantava a mandioca e vendia para ser beneficiada em outros Estados, como Sergipe, hoje já trabalha para criar uma identidade própria para a farinha de Alagoas, adotando um sistema de produção com maior valor agregado. Beneficiamento Nesse processo, iniciado com a capacitação do produtor e o incremento de 200 casas de farinha, já está encaminhado para entrar em operação neste semestre, por exemplo, uma fábrica de fécula, outro produto da mandioca que pode ser aproveitado nas padarias, misturada, numa proporção de 10%, à farinha de trigo para a fabricação do pão, ou vendido para as fábricas de papel. A fecularia será implantada em Arapiraca, segundo foi anunciado ontem. Além da Mandioca, estão em funcionamento, em Alagoas, os APLs da Movelaria, na região de Arapiraca e Palmeira dos Índios; Apicultura, Laticíneos e Ovinocaprinocultura, no Sertão; dois de Turismo (região das lagoas e Costa Dourada); Cultura e Tecnologia da Informação, em Maceió; e Psicultura no Baixo São Francisco.