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D�lar tem maior cota��o em um ano

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| PAULA DIAS Globo Online Depois de cinco meses de ausência, o Banco Central voltou a comprar dólares no mercado à vista e fez a cotação disparar ontem. A moeda americana fechou em alta de 2,89%, cotada a R$ 2,344 na compra e R$ 2,346 na venda. Foi a maior alta percentual diária desde 31 de maio do ano passado. A nova alta do petróleo e o cenário político também contribuíram para a pressão, mas de forma bem mais discreta. O risco-país fechou em alta de 3,46%, aos 389 pontos. Em pontos, a alta foi de 13 pontos. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abandonou o viés positivo e voltou a sofrer influência do cenário político, o que não acontecia há mais de 15 dias. O Índice Bovespa terminou o dia em queda de 1,78%, aos 26.633 pontos. Os negócios somaram R$ 1,911 bilhão. A virada aconteceu bruscamente, no período da tarde, com declarações do publicitário Duda Mendonça na CPI dos Correios. Até mesmo os rumores sobre denúncias em revistas semanais reapareceram nas mesas de negociação. Duda Mendonça disse que ele e sua sócia Zilmar Fernandes abriram uma conta no exterior a pedido do empresário Marcos Valério, na qual recebeu pagamento pelos serviços publicitários prestados ao PT. Mendonça afirmou ainda que sabia que o dinheiro que as suas empresas estavam recebendo do empresário Marcos Valério era proveniente de caixa 2. O mercado ficou ainda pior depois que o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), disse que o processo de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem que começar a ser discutido pelo Senado. ?Não se pode dizer que a Bovespa não sofreu uma realização de lucros, ou que a proximidade do vencimento de opções (na segunda-feira) não influenciou. Mas nada disso teve peso tão forte quanto o cenário político?, disse um profissional de uma corretora paulista. A queda das ações é considerada pontual pelos analistas, mas mantém os investidores em alerta. O mercado de ações, por ser de maior risco, é geralmente o que mais sofre com a instabilidade política. A permanência do investidor estrangeiro deve continuar como principal termômetro na bolsa. A alta dos preços do petróleo foi outro fator negativo no dia. O barril do cru para entrega em setembro, negociado na Bolsa de Nova York, fechou em alta de 1,45%, cotado a US$ 65,84. Mas, no decorrer do dia, a comodity chegou a atingir a cotação recorde de US$ 66.

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