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Exporta��es de Alagoas crescem 50,69%

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| PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia As exportações de Alagoas tiveram incremento de 50,69% nos sete primeiros meses do ano. É o que aponta o relatório mensal sobre a balança comercial do Estado divulgada pelo Ministério da do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Até julho deste ano, as vendas alagoanas para o mercado externo totalizaram US$ 403,1 milhões contra US$ 267,5 registrados no mesmo período do ano passado. As importações realizadas pelo Estado também tiveram variação positiva de 4,25%, somando um volume de financeiro da ordem de US$ 43,9 milhões. Por outro lado, a balança comercial de Alagoas encerrou o período com superávit de cerca de US$ 360 milhões. Graças ao bom desempenho no faturamento, Alagoas conseguiu subir algumas posições no ranking das exportações do Nordeste. O Estado ocupa atualmente a quarta posição. No topo, está a Bahia, com pouco mais de US$ 3 bilhões em comercialização externa de produtos, seguida do Maranhão, com US$ 782,1 milhões exportados e o Ceará, com US$ 524,6 milhões. O Rio Grande do Norte, que ocupou a quarta colocação graças ao seu desempenho em 2004, perdeu espaço até para Pernambuco ? que agora ocupa a quinta posição, registrando um faturamento de US$ 396,6 milhões, enquanto o estado potiguar totalizou US$ 213,3 milhões. Açúcar e álcool Em grande medida, a boa performance das exportações de Alagoas podem ser explicadas pela boa fase que atravessa o setor sucroalcooleiro. As demandas dos dois principais produtos da agroindústria canavieira andam aquecidas tanto no mercado externo quanto no mercado interno. Contudo, os produtos químicos, comercializados pela Braskem internacionalmente (PVC e Dicloroetano) também obtiveram bom desempenho até julho. Somando US$ 39,1 milhões no faturamento com comércio exterior, a empresa cloro-química apresentou crescimento de 239,24% nas vendas nos sete primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2004. Por outro lado, a pauta de exportação alagoana ficou mais concentrada nesses primeiros sete meses do ano. Os produtos do setor sucroalcooleiro abocanhou, no período, 89,08% de total das vendas externas (ver tabela). Os químicos, do seu lado, detiveram 9,72% da receita das exportações. Juntos, os dois segmentos concentram 98,8% de tudo o que é faturado. As vendas do fumo permanecem abaixo das registradas pelo cimento, mantendo a tendência verificada até o primeiro semestre. O produtos comercializado pela Cimpor, cimenteira portuguesa instalada no Estado, somaram US$ 2,2 milhões, enquanto o fumo US$ 1,5 milhão. Os outros 65 produtos que copõem a pauta totalizaram, juntos, apenas US$ 1 milhão.

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