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Petr�leo atinge pre�o recorde de US$ 67

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| FOLHA ONLINE O preço do petróleo cru cravou novo recorde ontem, atingindo US$ 67,10, maior valor já registrado desde que o barril da commodity passou a ser negociado na Bolsa Mercantil de Nova York. A dúvida dos investidores sobre se o estoque de gasolina será suficiente para atender a alta demanda no país vem impulsionando o preço do produto a patamares cada vez mais altos nas últimas semanas. O barril para entrega em setembro fechou cotado a US$ 66,86, com alta de 1,61%. A possibilidade de interrupção de trabalhos em refinarias americanas com a passagem da tempestade tropical Irene também reforçou as incertezas sobre o tamanho dos estoques no momento em que a demanda se torna ainda maior em razão das férias de verão. Além disso, investidores estão preocupados com as tensões no Oriente Médio e a decisão do Irã de retomar a atividade de enriquecimento de urânio e fabricar um arsenal atômico. Os efeitos da tempestade ainda são incertos, já que ela mudou sua trajetória para o leste, de acordo com o Centro Nacional de Furacões de Miami. Segundo previsões, a tempestade poderia atingir a Carolina do Sul e New Jersey. A alta do preço do petróleo foi um dos principais fatores a aumentar o déficit comercial americano em junho e ajudou a empurrar para baixo a confiança do consumidor americano em agosto. O avanço da importação de petróleo que atingiu um recorde de US$ 19,9 bilhões naquele mês, representou um aumento de 9,8% sobre o índice apurado em maio. O preço médio do barril do petróleo importado em junho ficou em US$ 44,40, segundo maior preço médio mensal da commodity já registrado, superado apenas pelos US$ 44,76 atingidos em abril. Brasil Esta semana, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, admitiu um possível reajuste dos preços dos combustíveis no mercado nacional, caso os preços do petróleo se mantenham acima de US$ 60. De acordo com uma reportagem da agência de notícias Reuters, Gabrielli, no entanto, acredita que o aumento é improvável. ?Se você estabilizar os preços nesse nível, teremos que fazer algum ajuste. Mas ninguém garante que os preços vão permanecer nesse nível?, comentou. O executivo evitou comentar a estimativa do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, de que a defasagem de preços da gasolina no Brasil está em torno de 30%. Ele ressaltou, no entanto, que os preços atuais são preocupantes mas explicou alguns dos motivos para a pressão sobre os preços. ?Temos o fim do verão americano, tem um processo de aumento de produção acelerado, temos uma certa estabilização na região do Oriente Médio que poderá vir a criar uma situação de declínio de preços?, citou.

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