Economia
Confian�a do consumidor cai em agosto
| FOLHA ONLINE Com Agências Internacionais A confiança dos consumidores americanos caiu no início de agosto, afetada pelos altos preços do petróleo, segundo pesquisa realizada pela Universidade de Michigan, divulgada na última sexta-feira. O índice de confiança do consumidor apurado pela universidade ficou em 92,7 pontos, abaixo da leitura final de julho, 96,5 pontos. O resultado também foi inferior ao esperado pelos investidores em Wall Street, 96 pontos. O indicador de expectativas do consumidor para os próximos meses, incluído no índice, ficou em 81,3 pontos. Já o indicador que mostra a avaliação das condições atuais da economia ficou em 110,4 pontos, contra os 113,5 de julho. Os dados sobre consumo são acompanhados com atenção nos EUA, uma vez que o consumo põe em movimento cerca de dois terços de toda a atividade econômica do país. Apesar da queda na confiança na economia, os consumidores não vêm moderando seus gastos. Em junho, os gastos dos consumidores americanos registraram crescimento de 0,8%, depois do resultado estável de maio, segundo dados divulgados nesta semana pelo Departamento do Comércio dos EUA. Os gastos com bens duráveis, como carros e eletrodomésticos, cresceram 2,9% em junho, contra uma queda de 2,9% em maio. Com bens não-duráveis (como alimentos e vestuário), os gastos subiram 0,7% em junho, depois da queda de 0,2% em maio. Segundo analistas, os gastos do consumidor tiveram participação importante no desempenho da economia dos EUA no trimestre passado, quando o Produto Interno Bruto (PIB ) soma de toda a riqueza produzida por um país) americano registrou crescimento de 3,4%. Déficit O déficit comercial dos Estados Unidos registrou alta de 6,1% em junho na comparação com maio, com US$ 58,8 bilhões no mês. O avanço se deve, sobretudo, à alta dos preços do petróleo que pressionaram as importações. Os números divulgados na última sexta-feira superam as previsões de analistas, que esperavam um déficit em torno de US$ 57,2 bilhões. De acordo com economistas, o ritmo de crescimento da economia americana - que avançou 3,4% no segundo trimestre - e o preço ascendente do petróleo indicam que o déficit americano deve continuar aumentando nos próximos meses. Um dos fatores que afetaram o comércio americano em junho foi o aumento da importação de petróleo que atingiu um recorde de US$ 19,9 bilhões, um aumento de 9,8% sobre o índice apurado em maio. O preço médio do barril do petróleo importado em junho ficou em US$ 44,40, segundo maior preço médio mensal da commodity já registrado, superado apenas pelos US$ 44,76 atingidos em abril.