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Banco do Brasil teme calote de petistas

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| AGÊNCIA O GLOBO Brasília O Banco do Brasil decidiu aumentar a reserva financeira (provisão) para eventuais perdas em duas operações da instituição com o Partido dos Trabalhadores (PT). O vice-presidente de Crédito e Risco Global do BB, Adézio Lima, informou que o partido está em dia com os pagamentos, mas o banco avaliou que o risco das operações subiu em vista das informações já divulgadas. Adézio Lima explicou que o PT tem com o banco uma conta garantida (espécie de cheque especial para pessoa jurídica) desde 2001, no valor de R$ 3 milhões. Nesta operação, o risco de que o empréstimo não seja pago passou de classificação D (com provisão de 10%) para risco H (provisão de 100%). Isso significa que, para o banco, é muito grande a probabilidade de o partido não honrar o pagamento. A outra operação do partido com o BB, um leasing (arrendamento) de R$ 24 milhões para a compra de equipamentos de informática, apesar de estar em dia até julho (com um terço do valor já pago), passou da classificação B (provisão de 1%) para risco E (30%). ?O PT já pagou um terço deste valor. O leasing é um aluguel de equipamentos que pertecem ao banco e tem a garantia do fundo partidário? disse Adézio Lima. O conselho do BB decidiu, na semana passada, que não mais trabalhará com operações de crédito a partidos políticos, igrejas e clubes esportivos. O presidente do BB, Rossano Maranhão, afirmou que o PT se tornou cliente da instituição em 1999 e não há questionamento da legalidade das operações já realizadas. ?Não há suspeição em qualquer área do banco. Existe o problema na área de publicidade, mas temos 38 auditores fazendo uma devassa na parte de marketing?, disse Rossano Maranhão. Ele disse também que dez funcionários do marketing foram afastados para tornar mais segura a auditoria. Há 14 auditores na empresa Cobra (subsidiária de informática) e outros dez no banco popular. Segundo Rossano, o presidente do Banco Popular, Geraldo Magela - cujo órgão é alvo de denúncias envolvendo contas de publicidade - deverá deixar o cargo em duas semanas para disputar as próximas eleições no Distrito Federal. PT E EMPRÉSTIMOS O PT fez diversos empréstimos no setor financeiro para cobrir dívidas de campanhas políticas. Com a descoberta do esquema de caixa dois nas contas do partido, crescem as chances de inadimplência. O presidente do PT, Tarso Genro, chegou a insinuar, há algumas semanas, que a legenda só pagaria as dívidas contabilizadas, deixando de fora operações de caixa dois.

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