Economia
Investimentos estrangeiros dobram
| ANA PAULA RIBEIRO Folha Online A entrada de investimentos estrangeiros no País quase dobrou nos primeiros sete meses deste ano. De janeiro a julho, esses recursos somaram US$ 10,601 bilhões, volume 87,8% superior ao registrado no mesmo período de 2004 (US$ 5,645 bilhões), segundo dados divulgados pelo Banco Central. Em julho, os investimentos estrangeiros somaram US$ 2,035 bilhões, 27,18% a mais do que em igual mês do ano passado. Neste mês, até hoje, os investimentos somam US$ 1,3 bilhão. Esse número deve chegar a US$ 1,8 bilhão até o final de agosto, segundo estimativa do BC. Esses investimentos são importantes para sustentar a retomada do crescimento econômico. Eles ajudam a ampliar a capacidade das empresas de ofertarem bens e serviços. Com maior capacidade de produção, cai o risco de a inflação sair do controle. Apesar do avanço dos investimentos no País, o Banco Central mantém sua previsão de entrada de US$ 16 bilhões no país por meio destas operações, valor inferior ao do ano passado, que somou US$ 18,166 bilhões. O balanço de pagamentos está superavitário em US$ 4,623 bilhões no ano. O balanço inclui o resultado das transações correntes mais a conta capital e financeira, que representam as operações financeiras do país com o exterior, e o ingresso de investimentos estrangeiros. No mês passado, no entanto, ficou negativo em US$ 5,009 bilhões, em razão da antecipação de pagamentos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) no valor de US$ 4,976 bilhões. Semestre A entrada de investimentos estrangeiros no país cresceu mais de 100% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e junho, esses recursos somaram US$ 8,566 bilhões, um aumento de 111,8% sobre o primeiro semestre de 2004 (US$ 4,045 bilhões). Esses investimentos são importantes para sustentar a retomada do crescimento econômico. Eles ajudam a ampliar a capacidade das empresas de ofertarem bens e serviços. Com maior capacidade de produção, cai o risco de a inflação sair do controle. Este resultado semestral se deu, em parte, graças ao ingresso de US$ 1,328 bilhão ocorrido em junho, uma queda de 80% sobre junho do ano passado. Em junho, o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, esperava que os investimentos somassem US$ 1,5 bilhão. Já a conta de transações correntes, que representa as principais transações do país com o exterior na área comercial e na contratação de serviços e transferência de renda, teve um superávit de US$ 5,284 bilhões no semestre, um aumento de 19,7% sobre o mesmo período do ano passado. Em maio, o superávit registrado foi de US$ 1,252 bilhão. E, novamente, a balança comercial brasileira contribuiu parao desempenho positivo de US$ 4,03 bilhões que serviu para cobrir o déficit de US$ 3,069 bilhões da conta de serviços e rendas. Até então, as transferências unilaterais, que também fazem parte da conta de transações correntes, foi de US$ 291 milhões. Em junho, no entanto, os investimentos estrangeiros ficaram negativos em US$ 431 milhões.