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Economia

AL tem alta de 0,71% no emprego formal

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| PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia O saldo entre admissões e demissões do mercado formal de trabalho de Alagoas ficou positvo no mês de julho. É o que informa o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. No mês passado, 6.293 trabalhadores tiveram sua carteira assinada, enquanto 4.784 deles demitidos de seus empregos, deixando um saldo de 1.509 contratações. As atividades econômicas que mais realizaram admissões em junho foram a construção civil e o comércio que registraram variações positivas de 1,4% e 1,35%, respectivamente, em julho em relação a junho. As contratações realizadas pelo comércio refletem a boa fase vivida pelo segmento que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou 17,96% de alta nas vendas em junho. Vale ressaltar que há um ano e três meses as vendas no varejo permanecem aquecidas, com médias de crescimento bem acima da nacional ? que em junho foi de 5,31%. O comércio foi responsável por 597 postos de trabalho, enquanto a contrução civil 141. É importante destacar também que o ritmo de contratações tem sido imposta pelos dois setores e, em menor proporção pelo de serviços, que foram os que fizeram admissões nos primeiros seis meses do ano Apesar do desempenho positivo do mês passado, Alagoas ainda mantém um saldo negativo entre admissões e demissões no acumulado do ano. Até julho, houve 35.992 mil admissões contra 66.777 demissões. Ou seja, 30.785 foram dispensados e ainda não absorvidos pelo mercado formal de trabalho. No Brasil, há apenas mais dois estados com saldo negativo entre admissões e demissões: Pernambuco e Paraíba. Entretanto, a variação negativa é maior em Alagoas, de -12,54%. O mercado de trabalho pernambucano registra -0,45% até julho e a Paraíba -1,39%. A tendência é de que, a partir de agosto tanto os setores de serviços quanto o da indústria da transformação retomem seus períodos de contratações, elevando o saldo entre admissões e demissões do Estado. É que o mercado alagoano de trabalho é cíclico. De agosto a dezembro sempre verifica-se incremento nas contratações (ver tabela) por causa do início da safra de cana-de-açúcar ? que vai de setembro a março ? e a alta temporada turística, até que a partir de dezembro o mercado volta a se retrair e demitir.

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