Economia
Vendas de supermercados caem
Folha Online As vendas nos supermercados mantiveram em julho a trajetória de queda iniciada em abril deste ano. No mês passado, as vendas do setor supermercadista encolheram 0,16% em relação ao mesmo mês de 2004. Na comparação com junho, entretanto, houve uma alta de 5,82%. ?A queda em julho já era prevista. Após a Páscoa as vendas iniciaram uma retração que deve continuar nos próximos meses?, disse o presidente da Abras, João Carlos de Oliveira De olho nesse cenário, a Abras revisou para baixo as estimativas de crescimento do setor para 2005: de 3,5% para 2% em relação a 2004. No acumulado de janeiro a julho, as vendas do setor supermercadista ainda registram um incremento de 3,11% na comparação com igual período do ano passado. Segundo Oliveira, a queda nas vendas pode ser explicada pela migração do consumidor para produtos de marcas mais baratas, resultado da queda do seu poder aquisitivo. ?Ele troca a marca líder por uma de qualidade semelhante e preço inferior.? Os sinais de retração no setor supermercadista foram sentidos pela maior rede varejista do setor. A CBD (Companhia Brasileira de Distribuição) --dona das redes Pão de Açúcar, Extra, CompreBem e Sendas--, que esperava crescer até 2% neste ano, revisou para zero sua estimativa. Ou seja, passou a prever crescimento zero para 2005. A revisão da CBD foi mais pessimista que da Abras. Preços O Abrasmercado ? índice da Abras ? registrou em julho uma queda de 8,03% nos preços praticados nos supermercados em relação ao mesmo mês de 2004. Com isso, a cesta básica dos supermercados passou a custar R$ 193,16. Na comparação com junho, o recuo nos preços foi de 1,96%. A cesta é formada por 35 produtos essenciais, como alimentos, bebidas, higiene, beleza e limpeza. As maiores quedas ficaram por conta da batata (-18,83%), tomate (-6,14%), e carne bovina - traseiro (-4,77%). A pesquisa da Abras foi feita junto a 90 empresas do setor em todo o País.