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PIB do Brasil cresce 1,4% no 2� trimestre

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| JANAINA LAGE Folha Online A economia brasileira cresceu 1,4% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses deste ano, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a maior taxa de expansão desde o primeiro trimestre do ano passado, quando a economia havia crescido 2%. O resultado marca o aquecimento da economia nacional após dois trimestres de expansão mais lenta. No primeiro trimestre deste ano, a soma dos bens e serviços produzidos no país havia resultado numa expansão de 0,4%, resultado inferior ao dos últimos meses do ano passado, quando o Produto Interno Bruto (PIB) havia crescido 0,7%. Os investimentos cresceram 4,5% em relação aos três primeiros meses do ano. Segundo economistas, a retomada do investimento é o principal ponto positivo dos resultados do segundo trimestre. No primeiro trimestre do ano, os investimentos haviam recuado 3,6% e, no fim do ano passado, haviam registrado queda de 2,9%. Segundo a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a base de comparação fraca e o crédito voltado para a ampliação do investimento criaram o cenário ideal para a expansão. ?O investimento teve um crescimento muito forte amparado na expansão da indústria. O crescimento da indústria foi espalhado. Os dados em relação ao segundo trimestre do ano anterior mostram expansão da extrativa mineral, da indústria de transformação, da construção civil e dos serviços de utilidade pública?, disse. ?Já estamos há cerca de um ano trabalhando com níveis de capacidade instalada muito altos e sem investimentos poderíamos acabar tendo impacto nos preços?, afirmou Sandra Utsumi, economista do BES. A receita de crescimento do segundo trimestre foi baseada em indústria, investimentos e exportações. Para Utsumi, a economia acelerou o ritmo de expansão no segundo trimestre. ?A economia cresceu sob a ótica da demanda e pela recomposição de renda, com aumento do emprego contribuindo para a recuperação dos bens semi e não-duráveis, e com a retomada do investimento, um sinal importante?, disse. Consumo das famílias O consumo das famílias também deu sinais de recuperação, após queda de 0,2% no trimestre anterior. A melhora da renda e a ampliação do crédito garantiram uma expansão de 0,9%. A análise sob a ótica da demanda mostra que mesmo com uma taxa de câmbio considerada desfavorável para quem vende seus produtos no exterior, as exportações mantiveram um papel importante no crescimento econômico. Após uma expansão de 3,3% no início do ano, elas cresceram 2,6% no segundo trimestre. As importações cresceram pelo sétimo trimestre consecutivo e registraram expansão de 2,4%. Analistas afirmam que o resultado é positivo, pois o dólar baixo serviu como estímulo à compra de máquinas e equipamentos. Próximos trimestres Apesar da recuperação, analistas ainda se mostram reticentes quanto ao impacto do resultado no desempenho do PIB em 2005. Segundo o último Relatório de Mercado, organizado pelo Banco Central, a maioria dos analistas espera uma expansão de 3% em 2005.

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