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NE pode ter racionamento de energia

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| INVERTIA O fantasma do racionamento acendeu a luz amarela do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que identificou um risco de déficit em 2009, na região Nordeste, acima do patamar aceitável de segurança, de 5%. O operador detectou a possibilidade de uma demanda de 87 megawatts (MW) médios acima da oferta do sistema na região, em 9,2% dos dois mil cenários hidrológicos calculados regularmente. O mesmo, no entanto, não foi identificado nas demais regiões do País. O presidente do ONS, Mário Santos, fez questão de minimizar tais cálculos, ao ressalvar que eles não levam em conta os investimentos previstos para a ampliação da capacidade de geração do País. Além disso, acrescentou que também não incluem a possibilidade de solução para o impasse no fornecimento de energia da Argentina para o Brasil. Por causa do déficit de gás natural naquele país, dois contratos de fornecimento ? um para a termelétrica de Uruguaiana (RS) e outro para Furnas Centrais Elétricas ? não têm sido cumpridos integralmente. Mário Santos afirmou que considera improvável que tal situação persista sem solução até 2009. Além disso, afirmou que o governo e, conseqüentemente, o ONS, trabalha com a perspectiva de agregar mais 8,1 mil MW ao sistema até 2009, por meio de novos investimentos públicos e privados. Desse total, afirmou, apenas 1 mil MW ainda não dispõem de licenças ambientais. Diante dessa perspectiva, o ONS também recomendou providências, na última quinta-feira, ao enviar ao Ministério de Minas e Energia a revisão do Programa de Ampliação da Rede Básica (PAR). Cepal Os países do Cone Sul ? Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia ? vão precisar da ajuda dos investidores estrangeiros para obter os recursos necessário para evitar um novo apagão no setor de energia na região. O alerta foi feito por um relatório divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, órgão vinculado à ONU (Cepal). Serão necessários cerca de US$ 21 bilhões em investimentos para resolver os problemas de escassez de energia elétrica na região entre 2004 e 2008. Desse total, US$ 12,5 bilhões ficariam no Brasil. Segundo a comissão, os dólares investidos nos setores de gás e eletricidade nos anos 1990, não cumpriu as expectativas em termos do aumento da capacidade de geração. ?Com as mudanças introduzidas no marco regulatório e a entrada de operadores estrangeiros esperava-se uma melhoria automática em termos da capacidade do sistema, mas isso não ocorreu?, diz o relatório. ?A nova capacidade incorporada para satisfazer a crescente demanda por energia elétrica foi insuficiente?. O estudo da Cepal mostra que três quartos desses investimentos foram utilizados para adquirir empresas existentes, mas apenas um quarto foi utilizado na expansão do sistema. A comissão atribui o atraso a problemas regulatórios, climáticos (secas que atingiram os reservatório no Brasil e Chile) e macroeconômicos (crises brasileira e argentina).

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