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A��car: proposta da CE � rejeitada

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| EFE A reforma do setor de açúcar apresentada esta semana pela Comissão Européia (CE) provocou a reprovação de 13 países da União Européia, dentre os quais a Espanha e outros sete que, numa postura mais radical, se mostraram dispostos a bloquear as propostas comunitárias. Os ministros da Agricultura analisaram a proposta da CE para rever a Organização Comum do Mercado (OCM) de açúcar, que inclui fortes reduções nos preços do produto (-39%) e nos pagamentos aos produtores. O Conselho da CE adotou a reforma depois de uma manifestação de milhares de agricultores europeus e do grupo da ACP (África, Caribe e Pacífico) em Bruxelas contra o projeto comunitário, porque estimam que ameaça a continuidade do setor. A ministra da Agricultura espanhola, Elena Espinosa, assinalou, durante entrevista à imprensa, que em novembro do ano passado dez estados firmaram uma posição conjunta contra o projeto anterior de reforma do açúcar, que incluía cortes menos radicais: Espanha, Grécia, Itália, Portugal, Letônia, Lituânia, Hungria, Finlândia, Eslovênia e Irlanda. Nas discussões do começo da semana, segundo a ministra, outros três estados mostraram também suas objeções à proposta de reforma: Áustria, Bélgica e Polônia. Segundo outras fontes, os países que expressaram posturas mais radicais e que compõem uma minoria de bloqueio são: Espanha, Polônia, Itália, Portugal, Finlândia, Irlanda, Eslovênia e Grécia. Decisão Após ser derrotada em disputa com o Brasil, Austrália e Tailândia na OMC (Organização Mundial de Comércio), a União Européia anunciou mudanças em sua política de subsídios aos produtores de açúcar para tentar enquadrá-los nas regras da organização. Atualmente, o bloco europeu tem estabelecido um preço mínimo de compra do produto, o que garante lucratividade aos agricultores da região. A nova proposta da UE prevê a redução de 39% desse preço mínimo, o que, em tese, deve desestimular os produtores locais e elevar as importações do produto de regiões mais competitivas. Os agricultores europeus, entretanto, fizeram duras críticas à proposta. Em abril, a OMC considerou ilegal o sistema de subsídios que garantia preços acima do mercado para os produtores europeus de açúcar. Mesmo com o corte de 39% nos preços propostos, o preço do açúcar na UE continuará bastante acima do cobrado no mercado mundial.

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