Economia
China � o maior mercado para a Am�rica do Sul
| VINICIUS ALBUQUERQUE Folha Online A China é hoje o mercado de maior potencial para um crescimento das exportações da América do Sul, segundo o estudo Panorama da Inserção Internacional da América Latina e do Caribe 2004: Tendências 2005, divulgado nesta semana passada pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal). As importações de produtos da região pela China aumentaram de cerca de US$ 1,5 bilhões em 1990 para US$ 21,668 bilhões em 2004 e entre 2000 e 2004 o crescimento foi de 42%, superando as importações de outros países para a China, segundo a comissão. No atual ritmo de demanda da China por produtos primários e recursos naturais, o comércio da América do Sul veria um ?longo período em que sua dinâmica de exportações (...) seria fortalecida?. A China ainda oferece investimentos em infra-estrutura, energia e mineração, que poderiam complementar o financiamento para a realização de obras nessas áreas, diz a Cepal. A comissão lembra, no entanto, da forte concorrência que a China impõe a setores da economia sul-americana, como o têxtil. ?As autoridades nacionais [da América do Sul] deveriam se esforçar para detectar e aproveitar as complementaridades que surjam de uma integração maior com a China e com outros países asiáticos.? DESEMPENHO As exportações de bens na América Latina cresceram 17% no primeiro semestre deste ano, segundo o documento da Cepal. De acordo com o estudo, o crescimento foi maior na América do Sul que no México, na América Central e no Caribe. ?A continuarem as altas de preços dos produtos primários, voltarão a aumentar os fluxos comerciais da região, tal como ocorreu em 2004?, diz o documento. ?O comércio mundial de mercadorias teve no ano passado seu máximo crescimento em 25 anos e promete manter-se alto neste ano?. A Cepal estima que 2005 será um ?bom ano para o comércio? dos países latino-americanos, apesar da expectativa de que a economia e o comércio mundiais terão menos dinamismo, menos aumentos de preços de produtos básicos, preços mais altos do petróleo e maiores taxa de juros.