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Exporta��es de Alagoas crescem 46,03%

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| PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia As exportações alagoanas registraram alta de 46,03% até o mês de agosto em relação ao mesmo período de 2004. É o que informam os Indicadores e Estatísticas do Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Segundo o relatório mensal, o faturamento com as vendas externas do Estado totalizou US$ 411,7 milhões contra o montante de US$ 281,9 registrado no ano passado. Dessa forma, a balança comercial de Alagoas fechou com superávit de US$ 354,3 mi, tendo em vista que as importações somaram US$ 57,4 mi. Mais uma vez, os resultados positivos foram alavancados pela boa fase do setor sucroalcooleiro alagoano. Só as vendas de açúcar para o mercado externo registraram, até agosto, US$ 263,3 milhões. O álcool, por sua vez, somou US$ 94,5 milhões em receita ? ultrapassando inclusive o valor total do que foi exportado no ano passado: US$ 89,2 milhões. Somando os montantes das vendas dos três produtos da pauta de exportações do setor sucroalcooleiro ? açúcar, álcool e melaço ? obtém-se um total de US$ 362 milhões. Ou seja, 87,93% de todo volume financeiro obtido com as exportações no Estado. Os produtos químicos, comercializados pela Braskem no exterior, também atravessam uma fase positiva, favorecendo a balança comercial. Só o PVC exportado por Alagoas registrou um incremento de 174% de receita, somando US$ 8,2 milhões em vendas. Já o dicloroetano (cloreto de etileno) teve alta de 57,62% com US$ 35,6 milhões faturados. Juntos, os dois produtos químicos abocanharam 10,68% de participação na pauta de exportação alagoana, totalizando US$ 43,9 milhões de faturamento. EFEITO CAMBIAL A valorização do real frente ao dólar colaborou para o aumento das importações no Estado. Até agosto do ano passado, as compras de produtos no exterior somaram US$ 43, 5 milhões contra os US$ 57,4 milhões deste ano. Houve um aumento de 31,9% nestas operações. Outro efeito decorrente da desvalorização cambial foi a diminuição das vendas dos produtos das pequenas e médias empresas do Estado. Sem poder contar com o ganho em escala, alguns produtos como lagostas congeladas, sucos e cocos secos vêm registrando variações negativas nas exportações. Outros produtos até apresentam crescimento nas receitas obtidas com as vendas externas, entre eles, as pedras ornamentais, camarões e as flores tropicais. Contudo, juntos, estes produtos só representam 0,26% da receita total das exportações alagoanas ? pouco mais de US$ 1 milhão em vendas. O fumo, produzido na região de Arapiraca, vem perdendo cada vez mais posição para o cimento produzido pela Cimpor, em São Miguel dos Campos. Cerca de US$ 1,8 mi em fumo foi exportado pelo Estado, somando 0,46% de participação na balança comercial. O cimento, por outro lado, detém 0,67% de participação na pauta alagoana, com US$ 2,7 milhões em receita. Vale ressaltar que, em 2004, as vendas externas de fumo somaram US$ 2,9 mi, abocanhando 0,63% do faturamento, enquanto o cimento marcou posição comercializando US$ 1,8 mi em vendas ? ou seja, 0,41% de participação. Na prática está havendo este ano uma inversão na variação de participação dos dois produtos. Os quatro principais mercados dos produtos alagoanos são a Rússia, o Japão, os EUA e a Índia, respectivamente. As vendas para estes países cresceram este ano. O incremento de 44,19% das exportações para o Japão fez com que o País se tornasse nosso segundo maior mercado, ultrapassando os Estados Unidos. A empresa que mais fatura com as exportações em Alagoas é a Copertrading ? núcleo de comércio exterior da Cooperativa dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas.

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