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Poupan�a mant�m popularidade

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| Paula Dias Globo Online São Paulo - O tempo passa, os investimentos se diversificam, mas a caderneta de poupança segue inabalável como a aplicação mais popular do País. Ela não oferece ganhos expressivos, mas é fortemente associada à idéia de segurança. Devido ao quadro atual de deflação e queda de juros, a poupança deve ganhar fôlego extra neste final de ano. Com a Selic em baixa, a diferença de rentabilidade entre os fundos e a poupança tende a diminuir. A da poupança é formada pela variação da Taxa Referencial (TR), mais 6% ao ano. Entre as vantagens frente aos fundos de investimento estão a isenção do Imposto de Renda, a ausência de valor mínimo para aplicação e de taxa de administração. Há também o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante o pagamento de até R$ 20 mil se a instituição financeira vier a quebrar. ?A caderneta de poupança ?nada de braçada? em tempos de inflação baixa ou deflação. E é exatamente o momento que estamos vivendo, com perspectiva de queda de juros?, afirma Roberto Derziê, superintendente de produtos e serviços bancários da Caixa Econômica Federal (CEF). De acordo com Derziê, é em épocas como esta que a poupança atrai número mais diversificado de poupadores. Com a inflação baixa, ela passa a ser competitiva diante de alguns fundos, como os cambiais e alguns fundos de ações. Por isso, investidores que comparam rentabilidade antes de investir passam a se interessar pela poupança. Com saldo sempre crescente a cada ano, a poupança tem hoje R$ 160,8 bilhões em depósitos, 43,7% mais que no final do ano 2000. Esse saldo é maior que qualquer fundo de investimento. Os fundos de DI têm cerca de R$ 144 bilhões e rendem em torno de 1,4% ao mês, enquanto a poupança não atinge 0,9% mensal. A proximidade do final do ano também deve dar fôlego extra à caderneta de poupança. O último trimestre é tradicionalmente o período de maior volume de captação, devido ao pagamento do 13º salário. Em 2004, a poupança teve captação líquida de R$ 4,5 bilhões, dos quais R$ 3,5 bilhões foram depositados em dezembro. ### Governo quer economizar R$ 1,2 bilhão com pregão A União vai economizar este ano cerca de R$ 600 milhões com o uso do pregão eletrônico. Para o ano que vem, a previsão é de que a economia chegue a R$ 1,2 bilhão, segundo Rogério Santanna, secretário de Logística do Ministério do Planejamento. O pregão eletrônico é obrigatório desde julho para a compra de bens e serviços de uso comum, como computadores, papel, remédios e serviços de vigilância e limpeza. O potencial de compra desses produtos por ano é de cerca de R$ 8,5 bilhões. Além disso, essa modalidade de compra é também obrigatória para os repasses voluntários da União. Esses repasses são feitos pela União a estados e municípios por meio de convênios e devem somar neste ano R$ 34,6 bilhões. Desse total, cerca de R$ 16 bilhões são para compras de bens de uso comum. Para Santanna, a economia com o pregão eletrônico pode chegar a 20% deste montante. A economia com o pregão eletrônico no ano passado, quando ainda não era obrigatório, foi de 31,5% em relação aos preços de referência. Já a economia do pregão como um todo, incluindo também o presencial, foi de 29%. Para este ano, Santanna acredita que a União economizará cerca de 25%. Além disso, estados e municípios podem aderir, de forma gratuita, ao sistema de pregão eletrônico do governo federal. O menor tempo, média de 17 dias, também é apontado como vantagem por Santanna. O processo de compra por meio de uma concorrência, por exemplo, leva em média 120 dias. O secretário também vê vantagens do pregão eletrônico para as empresas, já que elas têm uma maior facilidade de participar do processo de compra. Ele estima que o custo para participar de um leilão presencial em Brasília seja de R$ 10 mil.

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