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Economia

Moeda forte e concorr�ncia acirrada com a Europa

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O estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que um câmbio mais flexível na China reduziria a volatilidade de preços e criaria um ambiente macroeconômico mais estável. A decisão do governo chinês, de julho deste ano, de flexibilizar o yuan (moeda chinesa) em relação ao dólar, foi ?um passo na direção certa??, diz a organização. O dólar atingiu na última quinta-feira seu menor valor em relação ao yuan desde a mudança, sendo negociada ontem a 8,0887 yuans. Com a valorização da moeda chinesa, são necessários menos yuans para comprar um dólar. A moeda chinesa foi valorizada em cerca de 2% no dia 21 de julho, e o dólar passou a ser negociado inicialmente a 8,11 yuans. A China atrelou sua moeda a uma cesta de moedas estrangeiras, composta pelo dólar, pelo euro, pelo iene e pelo won (moeda sul-coreana). O câmbio chinês foi mantido a 8,27 yuans por dólar por mais de dez anos. O valor final do yuan passou a ser anunciado a cada dia pelo banco central do país e esse valor será a média para a negociação do dia seguinte. O yuan ainda poderá variar dentro de uma banda de 0,3% para cima ou para baixo e esse sistema de variação permitirá ao governo chinês controlar o quanto sua moeda poderá valorizar. Automóveis Os fabricantes chineses de veículos e componentes deverão se transformar, no médio prazo, em fortes concorrentes para as indústrias do setor na Europa, pressionando os mercados internacionais. Foi o que admitiu o diretor da indústria alemã de componentes Hella Hueck, Jßrgen Behrend, ao participar do seminário ?China, Oportunidade ou Ameaça Para a Produção na Alemanha?, promovido pelo Salão Internacional do Automóvel (IAA) de Frankfurt. Jßrgen Behrend destacou que os veículos das montadoras chinesas apresentam um design orientado para o gosto europeu, o que facilitará a implantação dos chineses no continente, além do fato de a tecnologia do gigante asiático ser ?cada vez mais parecida com a européia e a americana?. O dirigente alemão acrescentou que a indústria automobilística chinesa, até agora voltada para o mercado nacional, possui atualmente um excesso de capacidade o que explica a aposta dos chineses na exportação de mais esse produto, que poderá se tornar em um novo êxito, a exemplo do que ocorreu com os empresários de países como o Japão e a Coréia.

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