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Nova Varig pode adotar perfil low cost

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| Agnes Dantas Globo Online O presidente do Conselho de Administração da Varig, David Zylbersztajn, não descartou esta semana a possibilidade de a Nova Varig - como está sendo chamada a empresa que gerenciará o consórcio de companhias aéreas, segundo sugere o plano de recuperação judicial - adotar modelos de negócios que priorizam operações de baixo custo (low cost, low fare). Questionado durante evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham), o executivo afirmou que as estratégias de negócios da nova companhia serão definidas pelos operadores do consórcio a ser formado com parte das empresas Varig, Rio Sul e Nordeste, mas que há a tendência de defesa do corte de custos. ?Eu acho que a tendência é essa, mas vai depender do novo controlador, que pode ter novas idéias. Ele só vai ter que cumprir as Leis das S.A., o código aéreo nacional e as normas do consórcio?, afirmou, lembrando que a própria Varig adotou cortes de custos ao reavaliar o serviço de bordo e ao eliminar a classe executiva nos vôos domésticos. lei de falências O executivo reforçou que o plano de recuperação não defende a aniquilação aleatória dos passivos da companhia, e afirmou que a Nova Lei de Falências oferece proteção legal para que o investidor não responda pela dívida tributária da companhia ao adquirir, com supervisão do Poder Judiciário, parte de uma companhia com um determinado volume de ativos e de passivos. ?A Varig vai deixar de lado o seu legado para operar como uma empresa de rentabilidade máxima. A idéia é que o consórcio opere as companhias até que seja possível reintegrar as empresas e formar uma nova Varig, com novos investidores. Para esta companhia que estamos chamando de Nova Varig, vamos transferir boa parte das operações da Varig atual e contingentes de ativos e passivos da Rio Sul e da Nordeste, como prevê a lei, para que haja uma nova empresa com aporte de capital?, disse. O executivo reforçou ainda que os passageiros não sentirão alterações e que a solução de ofertar ao mercado parte dos ativos e passivos das companhias aéreas foi a única opção viável para uma empresa ?cujo único problema se restringe a finanças?. ?Para o passageiro nada muda porque hoje existem três empresas do grupo em operação, a Rio Sul, a Varig e a Nordeste. A Nova Varig funcionará como se fosse uma quarta. O avião é o mesmo, o serviço de bordo e o programa de milhagens serão os mesmos?, afirmou. ### Plano de reestruturação prevê leilão e cortes A proposta da Varig para a reestruturação da empresa, apresentada esta semana aos funcionários e à Justiça do Rio, prevê o leilão de parte da companhia aérea, além de uma redução de 13% dos atuais 12 mil funcionários da Varig, Rio Sul e Nordeste até o fim de 2006. Segundo o plano, uma nova empresa vai comprar parte da Varig via leilão, mas não vai assumir a dívida da Varig com o governo federal, avaliada em R$ 4,5 bilhões. A nova companhia deve receber parte dos ativos da empresa, como as linhas aéreas, e dividir com a Varig, em forma de consórcio, a gestão e operação das companhias Varig, Rio Sul e Nordeste, além da administração do programa de fidelidade Smiles. Quando os problemas fiscais da Varig forem solucionados, as duas empresas do consórcio poderão se fundir totalmente. Segundo o programa de reestruturação corporativa, o consórcio será estabelecido de acordo com os termos autorizados pela Justiça, com anuência dos credores. Durante o período de transição, Varig, Rio Sul e Nordeste serão preservadas e terão seu fluxo de caixa normalizado, como resultado da implantação do Plano de Recuperação, informou a Varig. REDUÇÃO De acordo com a empresa, que elaborou o plano de ajustes com a ajuda de consultorias nacionais e internacionais, o programa de readequação do número de funcionários faz parte do plano iniciado em 2002, quando a frota da empresa contava com 118 aeronaves em operação. Desde então, houve redução de 20% do número de funcionários e no volume de aviões em operação, com 78 aeronaves, sendo entre 11 e 13 em manutenção. |AD

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