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Pre�o do petr�leo amea�a economia mundial, diz FMI

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| VINICIUS ALBUQUERQUE Folha Online Os altos preços do petróleo constituem uma ameaça à economia mundial, disse esta semana o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo Rato. ?Os preços [do petróleo] certamente se converteram em uma ameaça para a economia mundial?, disse Rato, durante a sessão de apresentação dos temas que serão discutidos na assembléia anual do Fundo, realizadas neste fim de semana, em Washington. O problema que o mercado petrolífero enfrenta atualmente se deve ?não apenas à demanda, mas também às limitações ligadas ao fornecimento, em particular à capacidade de refino?, que hoje são insuficientes, segundo Rato. ?É preciso ter isso em mente não apenas do ponto de vista político, mas também dos bancos centrais e das autoridades de regulamentação monetária?. O preço do barril disparou no mês de agosto devido à interrupção da produção nas plataformas e refinarias do golfo do México, que abastecem de combustível e destilados o mercado norte-americano, com a passagem do furacão Katrina. No último dia 30, o barril chegou a registrar o preço recorde de US$ 70,90 ? maior já atingido na Bolsa Mercantil de Nova York desde que lá passou a ser negociado, em 1983. Depois de ligeiro recuo na semana passada, o preço voltou a subir, com a passagem do furacão Rita, que deve chegar amanhã ao Estado do Texas (sul dos EUA). Os investidores temem que a produção nas refinarias locais seja afetada, agravando a situação do fornecimento de combustível no País. US$ 100 A imposição de sanções ao Irã por parte dos EUA ou da União Européia (UE), devido ao programa nuclear que o país vem conduzindo, pode fazer o preço do petróleo chegar a US$ 100, disse o comandante da Guarda Revolucionária do Irã, general Yahya Safavi. ?Toda sanção contra o Irã pode fazer subir o preço do barril do petróleo para US$ 100?, disse Safavi. O Irã é o segundo maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). ?Qualquer pressão econômica e política sobre o Irã, procedente de qualquer potência, provocará uma dura reação?, acrescentou o general. Segundo Safavi, o Irã tem um potencial de defesa ?sólido e imbatível? e pode atacar os ?interesses dos inimigos em lugares distantes?. O Reino Unido, a França e a Alemanha tentavam desde o início desta semana convencer o órgão executivo da Agência Internacional de Energia Atômica a recorrer à ONU, acusando o governo iraniano de ter ?violado? suas obrigações, sobretudo com a retomada da conversão de urânio. Os ministros das Relações Exteriores envolvidos nas negociações do programa nuclear iraniano afirmaram, em artigo publicado ontem do jornal Le Monde, que os ?riscos de proliferação são muito elevados? se o Irã perseverar na política nuclear atual. ?Se o Irã perseverar na linha que segue atualmente, os riscos de proliferação são muito elevados?, diz o artigo. ?Existem razões para temer que as ambições nucleares do Irã não sejam exclusivamente pacíficas. Nenhuma lógica econômica justifica a existência das instalações que se encontra no centro da atual polêmica entre Teerã e a comunidade internacional?, acrescenta o texto. Denúncia Perante a forte resistência da Rússia, da China e de outros países, a União Européia (UE) retirou sua proposta de denunciar o Irã ao Conselho de Segurança da ONU por suas atividades nucleares. Reino Unido, França e Alemanha tentavam desde o início desta semana convencer o órgão executivo da Agência Internacional de Energia Atômica a recorrer à ONU, acusando o governo iraniano de ter ?violado? suas obrigações, sobretudo com a retomada da conversão de urânio. A nova resolução dá ao diretor-geral da AIEA, Mohamed El Baradei, a missão de divulgar um relatório sobre o Irã ao conselho de ministros da agência.

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