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CNA prev� queda de quase 10% no PIB

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| Fernando Itokazu Folhapress Brasília - Estudo da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, sinalizou nova queda na previsão do Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário neste ano. A previsão é que o PIB atinja R$ 144,70 bilhões, R$ 15,95 bilhões (9,93%) a menos que os R$ 160,65 bilhões do ano passado. Em agosto, a estimativa do mesmo levantamento era de queda de R$ 14,23 bilhões (8,86%). ?Os agricultores são os mais afetados devido às perdas causadas pelos fatores climáticos e recuo nos preços?, afirmou o chefe do departamento econômico da CNA, Getúlio Pernambuco, que citou também o real valorizado como fator da crise do setor. A agricultura tem peso maior na formação do PIB agropecuário e registrará retração de 16,4% em relação a 2004 (R$ 79,78 bilhões contra R$ 95,43 bilhões). Já a pecuária, vai apresentar queda de 0,5%. O PIB do setor vai passar de R$ 65,22 bilhões em 2004 para R$ 64,92 bilhões neste ano. O desempenho dos setores produtivos afeta o conjunto do agronegócio, que envolve ainda insumos, indústria e distribuição. A estimativa é que o PIB do agronegócio atinja R$ 527,84 bilhões, valor 1,15% menor do que os R$ 533,98 bilhões de 2004. A CNA também apresentou novas projeções sobre as exportações do agronegócio. De janeiro a agosto, as receitas alcançaram US$ 28,66 bilhões, 10,1% a mais do que o registrado no mesmo período de 2004. O número é recorde, mas mostra redução de dinamismo. Nos oito primeiros meses de 2004, as exportações cresceram 35,2% em relação a igual período de 2003. Segundo a entidade, a redução no ritmo de crescimento resultou na diminuição de quase cinco pontos percentuais na participação do setor nas exportações brasileiras, de 42,4% para 37,7%. O principal fator responsável pela queda no ritmo das exportações é o complexo soja. Apesar de embarcar um volume maior, a soja arrecadou menos, devido ao recuo do preço no mercado. Mesmo assim, ela deve fechar o ano com líder do ranking de exportações, com US$ 8,5 bilhões, seguida por carnes, com US$ 8 bilhões.

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