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Cr�dito para pessoa f�sica cresce mais que jur�dica

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| ANA PAULA RIBEIRO Folha Online O aumento do volume de recursos destinados ao crédito pessoal é maior do que o ocorrido naqueles para as empresas (pessoa jurídica), segundo dados divulgados pelo Banco Central. O volume de crédito para pessoas físicas subiu 3,4% em agosto na comparação com julho, atingindo R$ 145 bilhões. Esse crescimento foi impulsionado, especialmente, pelo Dia dos Pais, segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. Outro fator que contribuiu foi o crédito consignado ? com desconto em folha de pagamento ? que mantém um crescimento significativo e o maior número de dias úteis no mês (23). Ainda de acordo com Altamir, os consumidores precisaram de mais recursos em agosto para pagar as despesas de julho ? mês de férias. ?Essa combinação de fatores fez com que o crédito para pessoa física subisse?, disse. Já os recursos para as empresas chegaram a R$ 172,4 bilhões, um crescimento de apenas 0,2% em relação ao mês anterior. Essas duas cifras representam o que é chamado de recursos livres, que teve crescimento de 1,6% no mês. Já o crédito com recursos direcionados ? como os do BNDES ? somou R$ 185,6 bilhões, um acréscimo de 1,3% em agosto. O volume total de crédito foi de R$ 541,2 bilhões, uma alta de 1,5% no mês de agosto e de 18,7% no acumulado dos últimos 12 meses. Isso representa 28,7% do PIB, contra 28,3% em julho. Custo O custo do empréstimo pessoal ficou mais caro no mês passado, mesmo com a queda da taxa de juros ocorrida no crédito consignado. Desde o início do crédito consignado, que é mais barato, houve uma queda na taxa média cobrada no crédito pessoal. Mas não foi o que ocorreu em agosto. O consignado está dentro da modalidade de crédito pessoal e caiu em agosto 0,2 ponto percentual, para 36,6% ao ano. Já o volume de recursos destinados a esse tipo de empréstimo subiu 4,9% no mês passado, chegando a R$ 20,675 bilhões. Já a taxa de juros do crédito pessoal subiu de 76,6% ao ano em julho para 77,1% em agosto. Esses empréstimos cresceram 3,1% no mês e somam R$ 59,060 bilhões ? já incluindo o valor dos empréstimos com desconto em folha. Também foi registrado um aumento na taxa de juros do cheque especial, que passou de 148% ao ano para 148,5% ao ano em agosto. Já o custo dos empréstimos para aquisição de veículos teve uma queda de 0,4 ponto percentual, para 35,7% ao ano. O mesmo ocorreu com a taxa para aquisição de bens em geral, que passou de 54,7% ao ano para 53,7% ao ano. Essas duas quedas contribuíram para o leve recuo na taxa de juros média cobrada da pessoa física, que caiu 0,1 ponto percentual para 64,4% ao ano. O spread ? diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetiva cobrada dos clientes ? nessas operações é de 46,2 pontos percentuais. Segundo o BC, a expansão do crédito para as pessoas físicas é conseqüência do crescimento das carteiras de crédito pessoal e do financiamento para a aquisição de veículos. Já a taxa média cobrada da pessoa jurídica (empresas) subiu de 33% ao ano para 33,2% ao ano. Neste segmento, o spread é mais baixo, de 13,7 pontos percentuais. A taxa de juros média ? incluindo as operações para pessoas físicas e jurídicas feitas com recursos livres ? subiu 0,3 ponto percentual para 49,1% ao ano. O saldo de crédito destinado ao consumo cresceu 340,7% na última década, passando de R$ 31,4 bilhões em 1995 para R$ 138,4 bilhões em julho deste ano, segundo estudo divulgado pela consultoria Partner. Nesse montante estão incluídas as operações de crédito com cheque especial, crédito pessoal, cartão de crédito, financiamento de bens, entre outros meios. Entre as principais mudanças ocorridas no segmento de crédito ao consumidor nos últimos cinco anos foi o avanço da concessão de empréstimos para a pessoa física.

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