Economia
PDVSA e Petrobras far�o refinaria em PE
| Folha Online A Petrobras e a estatal venezuelana de petróleo PDVSA assinaram ontem, às 17h, acordo para estudar a construção de uma refinaria em Pernambuco com capacidade para processar 200 mil barris de petróleo pesado por dia. Esse é o primeiro projeto de construção de uma nova refinaria aprovado pela diretoria executiva da Petrobras desde a conclusão da Revap (refinaria do Vale da Paraíba) em 1979. Participarão da cerimônia no Palácio do Planalto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o colega venezuelano Hugo Chávez. O projeto de construção da refinaria foi aprovado ontem pela diretoria executiva da Petrobras. A unidade deve começar a funcionar em 2011. O investimento, estimado em US$ 2,5 bilhões, será dividido meio a meio entre as duas empresas. O refino será orientado para maximizar a produção de óleo diesel e gás liquefeito de petróleo para atender o crescimento da demanda de derivados do Nordeste, que atualmente é deficitário em combustíveis. Brasil e Venezuela possuem grandes reservas de óleo pesado, mas uma capacidade deficitária de refino desse tipo de matéria-prima. A localização da refinaria em Pernambuco foi ?ampla e detalhadamente? estudada em cinco estados do Nordeste, segundo a Petrobras. A diretoria executiva aprovou a recomendação do estudo técnico-econômico, ambiental e social de localizar a nova refinaria na área do Suape, em Pernambuco, próxima a Recife, por apresentar as características mais adequadas para o empreendimento, tendo em vista que a área industrial de Suape já está em funcionamento há mais de 25 anos apresentando comprovada vocação para a atividade; a área dispõe de condições oceanográficas que facilitam a construção de um porto na escala que será exigida pela refinaria sem maiores investimentos. Outro critério que favoreceu a escolha de Pernambuco foi o mercado local ? o segundo maior do Nordeste após a Bahia. Além disso, as disponibilidades de mão-de-obra e infra-estrutura local, segundo a Petrobras, atenderão às necessidades de execução do projeto sem maiores custos para seu desenvolvimento e o meio ambiente apresenta características menos frágeis do que em outras áreas na região. Acordo BILATERAL O acordo assinado entre Petrobras e PDVSA também prevê quatro projetos na Venezuela: o desenvolvimento do campo Mariscal Sucre para a exploração de reservas de gás com um investimento de US$ 2,2 bilhões, a quantificação das reservas do campo de Carabobo, a avaliação conjunta dos campos de Lido, Limon, Nieblas, Adas e La Paz e a migração de contratos de serviço da Petrobras Energia. O investimento no Mariscal Sucre, na Venezuela, é de US$ 2,2 bilhões e o documento preliminar prevê a conclusão das negociações até janeiro de 2006. No mês passado, o ministro de Energia venezuelano, Rafael Ramírez, informou que a anglo-holandesa Shell não participará do projeto Mariscal Sucre, depois de anos de negociações entre a empresa e o governo do quinto maior exportador mundial de petróleo. Depois de um longo confronto político com o governo do venezuelano Hugo Chávez, a direção e os principais quadros da PDVSA foram substituídos por homens da confiança do presidente, que controla a estatal de modo muito próximo.