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Gigante norueguesa investe no Brasil

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| Sabrina Valle Globo Online Rio de Janeiro - Uma empresa norueguesa de tecnologia com filiais em mais de 15 países vai investir R$ 50 milhões em dois escritórios no Brasil, um no Rio e outro em São Paulo, que servirão de base para a companhia na América Latina. A ?Fast Search & Transfer? é uma dessas empresas que nasceram de uma idéia dentro de uma universidade na Europa e oito anos depois já estava avaliada em mais de US$ 1 bilhão. Seu CEO, Markus Lervik, apontado neste ano pela conceituada Revista Forbes como um dos oito mais inovadores executivos de tecnologia do mundo, virá ao Brasil no dia 4 de outubro para formalizar a abertura dos escritórios e ampliar o número de funcionários. A Fast vende tecnologia para a construção de sites de busca e sistemas de filtro, especialmente para empresas que têm uma base de dados muito grande e muitos usuários. MENOS CLIQUES O diretor de Marketing e Vendas da empresa na América Latina, Geraldo Maroniene, pega carona na fama do Google para explicar o que a companhia vende. ?Somos o Google das empresas. Fazemos com que elas encontrem a informação com o menor número de cliques possível?, diz Geraldo Maroniene, explicando que a Fast constrói ferramentas de buscas baseadas não apenas em banco de dados, mas em todo tipo de fonte, como a Internet em geral ou o computador pessoal de determinado grupo. Mão-de-obra qualificada A empresa esteve no Brasil pela primeira vez no começo do ano passado para um projeto para uma grande empresa de petróleo. Maroniene diz que os noruegueses ficaram impressionados com a qualidade da mão-de-obra brasileira e resolveram se instalar por aqui. ?Hoje atendemos aos clientes do Brasil e da América Latina e também pesquisamos e desenvolvemos tecnologia para outras filiais da empresa no mundo?, conta Maroniene, acrescentando que estão fechando contrato agora com uma operadora de telefonia celular. Faturamento O diretor de Vendas estima que os escritórios no Brasil possam fechar 2005 com faturamento entre R$ 9 milhões e R$ 10 milhões e quase cinco centenas de projetos na América Latina. Para o ano que vem, o diretor de Marketing e Vendas da empresa na América Latina, Geraldo Maroniene espera um crescimento de 80% do faturamento. As ações da Fast estão listadas na bolsa da Noruega. ### Cresce número de mulheres em chefia Nos últimos dez anos, as mulheres dobraram a participação na presidência de empresas e nos cargos de gerente e passaram a ocupar praticamente a metade dos postos de coordenação/encarregado dentro das corporações. Pesquisa do Grupo Catho mostra que a participação das mulheres nos postos de presidência passou de 8,1% em 1995 para 17,53% este ano. Na função de gerente, o percentual passou de 12,42% para 26,02%. Nos cargos de coordenador e encarregado, as mulheres ocupam 48,97% e 49,1% do total, pela ordem. ?As mulheres praticamente dobraram a participação em vários cargos. Na diretoria, por exemplo, elas eram 13,2% do total em 1995 e agora chegam a ocupar 23% dos cargos?, diz Thomas Case, coordenador da pesquisa. De acordo com o levantamento, feito no Rio de Janeiro e São Paulo, o crescimento da participação feminina ocorre muito mais nas empresas de pequeno porte. Um exemplo: as mulheres são 22,22% dos presidentes nas empresas com até 50 funcionários, mas apenas 8,92% nas companhias com mais de 1.500 empregados. ?As empresas pequenas e médias usam mais mulheres do que as grandes. Não sabemos o motivo exato, mas me parece combinação de fatores. As empresas pequenas, por exemplo, usam mais o fato de as mulheres ganharem salários até 10,86% menores do que os homens no mesmo posto. Nas grandes empresas pode contar a favor dos homens o fato de eles aceitarem mais riscos, mudarem de cidade com mais facilidade e até fazer jornada de trabalho maior, já que não precisam cuidar dos filhos?, diz o executivo. Thomas Case afirma que a tendência, apesar das dificuldades, é que em 10 anos as mulheres cheguem a ocupar metade dos postos de presidente de empresas, como ocorre hoje nos cargos de coordenador ou encarregado. EMPRESAS BRASILEIRAS Comparadas com as empresas latino-americanas, as brasileiras, públicas e privadas, são líderes em investimentos no exterior. As companhias do País foram responsáveis por US$ 9,5 bilhões de um total de US$ 11 bilhões investidos no exterior pelos latinos. Os dados, referentes a 2004, são da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). O investimento é chamado de ?investimento direto? quando o investidor fica com 10% ou mais das ações ordinárias ou de direito a voto de uma empresa. As empresas Petrobras, Companhia Vale do Rio Doce e Metalúrgica Gerdal são as empresas brasileiras com maior participação em ativos externos. ### Mais um Natal de presentes baratos A pesquisa encomendada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ao Ipsos-Opinion mostra que 80% das pessoas pretendem adquirir itens para uso próprio durante as compras de fim de ano - a data mais forte do comércio. Mas o Natal se caracterizará pelos presentes de menor valor. Ao considerar estas aquisições pessoais, roupas e calçados foram os itens mais mencionados espontaneamente como opção de compra, com 42% das respostas. Em seguida, aparecem os DVDs (10%), telefone celular (6%), televisores e eletrodomésticos (5%); e geladeiras, fogões e viagens (3%). Considerando-se todas as opções, roupas e calçados continuam como os mais lembrados (60%), assim como DVDs (12%) e as viagens e CDs (10%). Em seguida aparecem os perfumes (8%), superando o telefone celular (7%) e os eletrodomésticos (7%). O levantamento consultou mil consumidores em 70 cidades de nove regiões metropolitanas brasileiras. Em parcelas A maioria dos compradores pretende pagar as contas em parcelas. Entre os que planejam adquirir bens de maior valor, a incidência é maior: entre os entrevistados que pretendem comprar TVs, fogões, eletrodomésticos e DVDs, mais de 80% não querem quitar a compra à vista. O percentual varia de 73% a 80% para quem vai adquirir geladeiras, forno de microondas e telefone celular. Mesmo para as roupas e calçados, o pagamento parcelado é opção de 54% dos consumidores. Já entre quem pretende comprar jóias, perfumes, livros, CDs e viagens a opção pelo pagamento à vista atinge 80% das respostas. De acordo com o presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos, o consumidor brasileiro, no geral, tem baixa renda e só consegue adquirir bens de valor alto por meio do parcelamento. ?Além disso, a massa salarial vem se recuperando lentamente, embora se espere crescimento mais acentuado no último trimestre, por conta dos reajustes salariais de importantes categorias em um período de inflação em queda?, disse. Afif lembrou ainda que o setor de vestuário teve suas vendas prejudicadas nos últimos meses, já que o frio durou pouco. A perspectiva mostrada pela pesquisa é de que esse segmento do varejo tenha um bom final de ano. O telefone celular continuará a ser um item importante nas vendas natalinas, mesmo após três anos consecutivos de fortes demandas. Os DVDs deverão ter ótimo desempenho também e incentivarão a venda de televisores.

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