loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

FMI defende queda de juros no Pa�s

Ouvir
Compartilhar

| ANA PAULA RIBEIRO Folha Online O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Charles Collyns, defendeu o regime de câmbio flutuante adotado pelo Brasil e disse que o governo deve aproveitar a baixa cotação do dólar para recompor as reservas internacionais. ?O desempenho das exportações continua muito forte e é apropriado que o governo continue perseguindo o câmbio flexível enquanto aproveita a oportunidade para recompor as reservas?, disse ele, após encontro com o ministro Antonio Palocci (Fazenda). Collyns disse ainda que o Banco Central está indo bem na condução da política monetária e há espaço para a redução na taxa de juros. O chefe da missão destacou ainda o fato de a autoridade demonstrar aos mercados sua determinação em reduzir a inflação. ?O Banco Central está sendo extremamente bem-sucedido e tem espaço para começar a reduzir os juros de forma cautelosa, é claro, para consolidar os progressos que já foram feitos?, avalia. Em setembro, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC começou a reduzir a taxa Selic, que caiu de 19,75% ao ano para 19,5% ao ano. O corte ocorre após o processo de elevação da taxa, que durou de setembro do ano passado a maio deste ano. O objetivo da elevação era controlar os preços. O objetivo de inflação para este ano é de 5,1%. Collyns acredita que a performance da economia brasileira é boa e por isso fará uma avaliação positiva sobre o Brasil. A missão está no Brasil desde segunda-feira e finalizou ontem os trabalhos. Collyns irá apresentar em seus relatórios para a diretoria do Fundo em reunião que acontece em dezembro, em Washington (EUA). Política econômica A condução da economia brasileira vai ?extremamente bem?, segundo Charles Collyns, chefe da missão do FMI. ?O crescimento da economia está indo muito bem. O nível de atividade está crescendo, a inflação está baixando, o balanço de pagamento está muito forte e as políticas fiscal e monetária estão muito bem?, disse. Em março, o Brasil decidiu não renovar a série de acordos que permitiu ao País enfrentar a desconfiança dos credores com o pagamento da dívida. Mesmo sem acordo, Collyns disse que virá ao Brasil duas vezes por ano para depois relatar os resultados da economia brasileira à direção do Fundo. O chefe da missão ressaltou ainda o trabalho que tem sido feito no gerenciamento da dívida pública, a gestão das contas fiscais e a atuação do Banco Central. Esses fatores, segundo ele, ajudaram na redução da inflação e na queda das expectativas futuras. ?Esperamos que o Brasil possa crescer a cada ano um pouco mais rápido. Isso é importante para baixar os níveis de pobreza no País?, avalia. Crescimento sustentável De uma forma geral, instituições como o FMI e o Bird (Banco Mundial) têm observado o Brasil e a América Latina positivamente. Na região ambas vêem uma ?mudança estrutural? e afirmam que atual fase de crescimento tende a ser ?sustentável? e diferente do histórico dos anos 90, quando a região passou do otimismo à estagnação. Os dois órgãos afirmam, no entanto, que os maiores desafios para a região seguem sendo a pobreza e uma das piores distribuições de renda do mundo, em particular no Brasil. Na opinião do Bird, só crescimento não resolverá a questão da iniqüidade social. Os dados do banco mostram que, nos últimos anos, todas as fases de crescimento acabaram beneficiando os mais ricos.

Relacionadas