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Transporte a�reo cresce 29,2%, diz DAC

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| PATRÍCIA ZIMMERMANN Folha Online As companhias aéreas transportaram em setembro 29,2% mais passageiros que no mesmo período do ano passado, atingindo um total de 2,923 milhões de desembarques domésticos, segundo dados divulgados pelo Departamento de Aviação Civil (DAC). A taxa de ocupação das aeronaves também aumentou de 64% em setembro de 2004 para 71% no mês passado, mesmo com o aumento de 17,3% na oferta de assentos para vôos domésticos no período. Entre janeiro e setembro deste ano, a TAM foi a companhia que mais cresceu em número de passageiros transportados em comparação com o mesmo período do ano passado, elevando sua participação no mercado de 34,28% para 43,20%, seguida pela Gol, que ampliou sua participação de 21,91% para 26,53% no período. Já a participação da Varig (incluindo Nordeste e Rio Sul) caiu de 30,61% para 27,76%. A taxa de ocupação das aeronaves da Gol, no entanto, foi a maior entre as companhias aéreas no período, com uma média de 73% dos assentos vendidos, e superior até mesmo à taxa alcançada pela empresa entre janeiro e setembro do ano passado (70%). A empresa registrou, no período, uma alta de 36,5% na oferta de assentos, enquanto o número de passageiros cresceu 42,7%. A TAM também ampliou a oferta de assentos em 33,4% no período, mas conseguiu elevar o número de passageiros transportados em 48,5%, o que fez com que a taxa de ocupação de suas aeronaves saltasse de 63% para 70% de um ano para o outro. Já a Varig elevou sua taxa de ocupação de 65% para 69%, no período, mas a empresa praticamente manteve a oferta de assentos (apenas 1,5%), enquanto o número de passageiros cresceu 6,8%. ### Varig pode tirar de operação 31 aeronaves A falta de recursos pode inviabilizar a operação de até 31 aeronaves da Varig até o fim do ano. O número representa 39,7% da frota da companhia aérea. A informação consta de um documento assinado pelo vice-presidente de Operacional e Técnico da empresa, comandante Miguel Dau, e foi confirmado oficialmente pela Varig. Essa estimativa leva em consideração que não haja entrada de recursos que permitam normalizar as operações. O presidente do Conselho de Administração da Varig, David Zylbersztajn, afirmou ter recebido o relatório, mas destacou o caráter técnico do informe e a participação de Dau na diretoria da empresa como sinais de que a administração está ciente da gravidade do problema operacional da Varig. ?Não foi por acaso que a gente propôs a venda de um ativo. A carta é uma formalização de discussões que ocorrem normalmente?, disse. Cenário pessimista Em nota oficial a Varig afirma que ?o Conselho de Administração está engajado na busca de meios de capitalização para a indispensável reestruturação operacional da Varig?. Além disso, destaca que a prioridade é manter a excelência de aspectos como regularidade e segurança das operações. A nota menciona ainda que a Assembléia Geral de Credores, marcada para o dia 13, vai analisar medidas necessárias para o processo de solução dos problemas financeiros de curto prazo. Para contornar a situação financeira que a companhia enfrenta, Zylbersztajn afirmou que o presidente da Varig, Omar Carneiro da Cunha, e o membro do Conselho de Administração Eleazar de Carvalho seguiram para Nova York e em seguida para a Europa a fim de realizar uma espécie de ?road show? com investidores interessados nos ativos da empresa. O cenário traçado pelo comandante no documento não é dos mais otimistas. JN

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