Economia
Fitch melhora perspectiva do Brasil
| PAULA DIAS Globo Online A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deu continuidade ontem ao seu movimento de recuperação e fechou em alta pelo terceiro dia consecutivo. O Índice Bovespa terminou o dia com ganhos de 1,11%, aos 30.614 pontos. Os negócios somaram R$ 1,896 bilhão. A véspera do feriado de Nossa Senhora de Aparecida foi calma no mercado de câmbio, onde o dólar fechou em baixa de 0,18%, cotado a R$ 2,232 na compra e R$ 2,234 na venda. O Banco Central comprou cerca de US$ 100 milhões em leilão, o que ajudou a limitar a baixa da moeda americana. O risco-país, medido pelo J.P. Morgan, caiu 10 pontos para 374 pontos centesimais. Mesmo com três altas seguidas, o Ibovespa ainda não recuperou as fortes perdas registradas na semana passada. Antes de iniciar uma forte correção, há exatamente uma semana, o índice chegou a ultrapassar os inéditos 32 mil pontos. A correção foi gerada pelo temor de uma fuga de recursos, gerada pela possibilidade de alta além do esperado nos juros americanos. Fitch ?A ata do Federal Reserve confirmou o cenário negativo, mas o mercado já estava preparado para ela. Além disso, houve a contrapartida da Fitch?, disse um profissional do mercado, referindo-se à decisão da agência classificadora de risco de colocar em perspectiva positiva o risco brasileiro. O mercado teve dois destaques no período da tarde, que acabaram por limitar os efeitos um do outro. O evento mais esperado do dia foi a divulgação da ata da reunião do Federal Reserve, o banco central americano. O documento confirmou a suspeita de que os aumentos de juros vão continuar nos Estados Unidos, como forma de conter pressões inflacionárias. ?A ata não veio positiva, mas a verdade é que o mercado já estava preparado para algo assim. Depois da volatilidade da semana passada, acho que a ata já estava embutida no preço dos ativos?, disse um profissional de um banco estrangeiro. Se a ata foi considerada negativa, o mercado gostou da notícia de que a agência de classificação de risco Fitch elevou a perspectiva de rating do Brasil de ?neutra? para ?positiva?. Na prática, isso significa que a agência vê o Brasil com bons olhos e admite que pode elevar a classificação de risco do País. As projeções dos juros negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam em baixa ontem, acompanhando o bom desempenho dos mercados. O Depósito Interfinanceiro (DI) de novembro fechou com taxa de 19,23% ao ano, contra 19,25% do fechamento de segunda-feira. O DI de janeiro de 2006 teve a taxa reduzida de 18,92% para 18,89% anuais. A taxa do DI de janeiro de 2007 recuou de 17,72% para 17,69% anuais.