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Economia

Embargo contra MS ser� relaxado

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| FOLHA ONLINE O governo federal e os estados fecharam ontem um acordo para a liberação da carne produzida no Mato Grosso do Sul que está fora da área de contaminação da febre aftosa. Esse acordo vale para carne maturada sem osso (bovinos, caprinos, ovinos e suínos), leite pasteurizado, seus derivados e peles de couro que tenham passado por tratamento recomendado pelo Ministério da Agricultura. No caso de animais vivos, a liberação irá depender de protocolos entre os estados e o Mato Grosso do Sul. O ministério irá orientar os trabalhos. Ficará de fora desse trato os produtos dos cinco municípios interditados após a confirmação de um foco de aftosa: Eldorado, Japorã, Mundo Novo, Itaquiraí e Iguatemi. Assim como mais de 30 países do mundo, 15 estados e o Distrito Federal também tinham suspendido a compra da carne do MS para evitar a contaminação. No entanto, essa medida ameaçava o abastecimento de carne ? MS é um dos maiores fornecedores do País ? e poderia provocar aumentos de preços. Apesar do acordo ter sido anunciado pelo governo federal, o secretário de Agricultura de Santa Catarina, Moacir Sopelsa, disse que apenas na segunda-feira os técnicos de seu Estado irão analisar a liberação de produtos do Mato Grosso do Sul. Também será feita uma reunião com Rio Grande do Sul e Paraná. Segundo ele, Santa Catarina gasta R$ 25 milhões por ano em defesa sanitária, e o governo federal libera apenas R$ 700 mil. ?O governo tem que entender que a agricultura é responsável por um terço da economia do País e em alguns estados chega a 50%?, disse. Ele também criticou as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que quinta-feira, em Portugal, disse que a culpa do foco de febre aftosa era dos produtores. POLÊMICA Secretários estaduais de Agricultura criticaram ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ele ter atribuído aos pecuaristas a culpa pelo foco de febre aftosa encontrado no município sul-matogrossense de Eldorado. ?Lula está mal informado?, disse o secretário de Minas Gerais, Silas Brasileiro, para quem, na prática, não houve liberação de recursos para a defesa sanitária neste ano. De acordo com o secretário mineiro, seu Estado só irá liberar a entrada de carne do Mato Grosso do Sul quando o governo tomar decisões concretas para isolar a doença. Já o secretário de Goiás, Roberto Balestra, considerou infeliz a fala do presidente sobre a situação dos pecuaristas. ?Foi uma declaração infeliz. Ele [Lula] deveria ter ficado calado?, disse. Balestra também afirmou que não houve liberação de dinheiro. ?Quando Lula diz que o problema é com o produtor, ele quer mudar o foco?, afirmou. De fato, segundo levantamento do Sistema de Acompanhamento de Gastos Federais (Siafi), a verba autorizada no Orçamento de 2005 e gasta até a última quarta-feira na erradicação da febre aftosa teve mais de 70% de seus recursos usados no pagamento de passagens e diárias de viagens do Ministério da Agricultura. Esses gastos somaram R$ 397 mil, ou 71,5% dos R$ 555,7 mil destinados ao combate da aftosa. Após criticar a política econômica do governo federal e afirmar que há escassez de recursos para o combate da aftosa, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, enfrenta situação delicada e pode perder o cargo. Rodrigues diz que fica no cargo enquanto o presidente e a categoria que representa lhe derem apoio. Mas, nos bastidores, afirma que se sente ?frustrado?.

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